terça-feira, 20 janeiro, 2026 03:09
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Projeto vai mapear onças-pintadas e medir convivência com comunidades no Pantanal

de Redação Bonitonet
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Um projeto de monitoramento ambiental e pesquisa inédito vai aprofundar o conhecimento científico sobre a população de onças-pintadas na região da Serra do Amolar, no município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Desenvolvido pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP) com apoio do Fundo Luz Alliance, gerido pela BrazilFoundation, a iniciativa tem como um de seus principais objetivos estimar a população da maior espécie de felino das Américas nesse território pantaneiro.

Com início previsto para 2026 e duração de até 12 meses, o projeto “Luz Alliance no Pantanal” será estruturado em duas grandes frentes de trabalho. A primeira envolve a aquisição de 40 armadilhas fotográficas (câmeras traps), que formarão uma extensa rede de monitoramento no corredor de biodiversidade da Serra do Amolar. A expectativa é que mais de 120 mil imagens de fauna sejam geradas, catalogadas com apoio de Inteligência Artificial e analisadas pela equipe técnica.

“Esse projeto é fundamental para permitir que a gente tenha um grande grid de câmeras traps na Serra do Amolar. Com esses equipamentos, conseguimos registrar a presença dos animais e, a partir disso, desenvolver uma série de pesquisas”, explica Wener Hugo Moreno, coordenador técnico do núcleo de Biodiversidade e Mudanças Climáticas do IHP. “Nessa etapa, queremos estimar a abundância e densidade desse animal no território”, complementa.

A segunda frente do projeto, igualmente relevante, será voltada para o trabalho direto com as comunidades ribeirinhas da região do Alto Pantanal. O objetivo é entender as percepções locais sobre a onça-pintada e desenvolver estratégias para melhorar a convivência e reduzir os conflitos entre humanos e o grande felino, como a predação de animais domésticos.

“Vamos também ter um desdobramento para entender e contribuir com a coexistência dessa espécie e pessoas que habitam a região. Serão frentes diferentes que iremos conduzir nesse projeto, mas que vão se complementar para trazer resultado positivo na conservação e para o bem-estar comunitário”, detalha Wener.

A onça-pintada é considerada uma espécie “guarda-chuva”, cuja conservação beneficia todo o ecossistema ao seu redor, e é também um símbolo nacional da biodiversidade. Os dados gerados pelo projeto, tanto ecológicos quanto sociais, terão aplicação direta na conservação da espécie. As informações poderão subsidiar o Plano de Ação Nacional dos Grandes Felinos (PAN da Onça-Pintada) do ICMBio e contribuir para futuras estratégias de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e geração de créditos de biodiversidade.

A execução do projeto contará com uma equipe multidisciplinar do IHP, incluindo biólogos, médicos-veterinários, brigadistas ambientais, assistente social, auxiliares de reserva e piloteiros, que percorrerão mais de 400 km pelo Rio Paraguai para o monitoramento contínuo. A iniciativa está alinhada à convocação da ONU para a Década da Restauração dos Ecossistemas e representa um passo importante para a ciência e a conservação no bioma Pantanal.

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