segunda-feira, 23 fevereiro, 2026 18:45
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Polícia apura se as mortes foram provocadas por afogamento ou se os jovens podem ter sofrido uma descarga elétrica

de Redação Bonitonet
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Dois amigos morreram após um acidente envolvendo uma tirolesa durante uma festa de casamento realizada no domingo (22), em uma estância a cerca de 20 quilômetros de Bonito. A Polícia Civil investiga se as mortes foram causadas por afogamento ou por possível choque elétrico.

As vítimas foram identificadas como Gustavo Henrique Camargo, de 29 anos, e Pedro Henrique, de 20 anos, e eram convidados do casamento. Segundo a polícia, Pedro morreu ao entrar no açude para tentar socorrer o amigo, que descia pela tirolesa e foi atingido por uma descarga elétrica.

Conforme familiares, Gustavo descia a tirolesa quando caiu na água após sofrer uma descarga elétrica e teve dificuldade para sair do local. Pedro entrou no açude para tentar socorrê-lo, mas também foi eletrocutado.

Pedro morreu na manhã de domingo, pouco após dar entrada no hospital de Bonito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol) de Aquidauana. Gustavo foi reanimado e transferido em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, mas morreu na noite do mesmo dia.

A festa começou de casamento começou na noite de sábado (21) e seguia na manhã de domingo, quando ocorreu o acidente. Segundo informações repassadas à polícia, Gustavo descia pela tirolesa sobre o açude quando caiu na água e apresentou dificuldades para sair.

Pedro entrou no açude para tentar socorrer o amigo. Os dois tiveram parada cardiorrespiratória e foram levados em veículos particulares até encontrarem equipes do Corpo de Bombeiros Militar, que haviam sido acionadas.

Familiares afirmam que Gustavo teria sofrido uma descarga elétrica ao descer pela tirolesa, que estaria energizada por um fio elétrico. Segundo familiares das vítimas, Pedro foi eletrocutado quando entrou na água para prestar socorro.

Em nota, a Polícia Civil informou que uma das vítimas pode ter sofrido descarga elétrica ao descer pela estrutura e entrar em contato com a água, “momento em que a estrutura estaria possivelmente energizada”. A corporação também afirmou que Pedro entrou na lagoa para prestar socorro e pode ter sido atingido por descarga elétrica.

Equipes da Polícia Civil e da perícia criminal estiveram no local e fizeram os primeiros levantamentos. Testes foram realizados na rede elétrica da estrutura, mas, até o momento, não foi possível identificar a origem de uma possível fuga de energia. A polícia aguarda o laudo necroscópico, que deve apontar a causa das mortes.

A polícia e os bombeiros aguardam o laudo necroscópico, que deve apontar a causa das mortes.

Tirolesa foi construída há 4 anos

O advogado e amigo dos proprietários da Estância Walf, Luiz Guilherme Pinheiro de Lacerda, afirmou para reportagem que os donos da fazenda não estavam no local no momento do acidente.

Segundo o advogado, os proprietários estavam em Campo Grande quando foram avisados sobre o ocorrido. Eles seguiram para Bonito e chegaram por volta das 15h.

Conforme o advogado, a propriedade foi alugada para um evento durante três dias — sexta-feira, sábado e domingo. “Ainda não tem conclusão do que aconteceu de fato. Todos queremos entender”, disse Luiz.

Ele explicou que a Estância é uma propriedade particular, de uso privativo, que eventualmente é alugada, na maioria das vezes para conhecidos dos proprietários. A tirolesa, onde ocorreu o acidente, foi construída há quatro anos sobre um açude dentro da propriedade e, segundo ele, nunca havia apresentado problemas.

Sobre a suspeita de choque, o advogado da estância informou que a perícia esteve no local e realizou medições. Naquele momento, não havia nenhum ponto energizado.

Ainda segundo Luiz, há refletores instalados nas proximidades da estrutura, porém estavam desligados, já que o acidente aconteceu durante o dia. Ele afirmou também que uma equipe da concessionária de energia foi acionada e deve ir ao local fazer uma verificação.

O advogado destacou que a vítima do suposto choque elétrico não foi a primeira pessoa a utilizar a tirolesa naquela manhã. “Não entendemos o que aconteceu”, afirmou. Assim como as famílias, os proprietários dizem aguardar a conclusão das investigações.

Após o acidente, os proprietários decidiram interditar o local por conta própria, até que a causa do problema seja identificada e solucionada.

Familiares das vítimas permaneceram hospedados na fazenda após o ocorrido, já que muitos vieram de outras cidades e estados para participar do casamento.

Fonte:g1ms

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