terça-feira, 20 janeiro, 2026 00:40
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Economia brasileira fecha 2025 com inflação menor e desemprego em nível histórico

de Redação Bonitonet
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A economia brasileira chega ao fim de 2025 diferente daquela desenhada no começo do ano. Depois de meses de revisões, ajustes e cautela, os principais indicadores mostram um cenário mais estável: a inflação perdeu força, o crescimento surpreendeu positivamente e o desemprego caiu a níveis históricos — ainda que os juros altos e o endividamento das famílias sigam como freios importantes para 2026.

Ao longo do ano, decisões de política econômica e mudanças nas expectativas do mercado foram redesenhando o panorama que parecia mais desafiador em janeiro.

Inflação desacelera, mas segue no radar

A inflação oficial, medida pelo IPCA, entrou em trajetória de desaceleração ao longo de 2025. Em janeiro, o índice acumulado em 12 meses estava em 4,56%, o menor resultado para o mês desde o Plano Real. Com o avanço do ano, as projeções foram sendo revistas para baixo.

Segundo o boletim Focus divulgado em meados de dezembro, a estimativa para o IPCA de 2025 caiu de 4,4% para 4,36%, ficando abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Mesmo assim, preços de alimentos, serviços e moradia continuaram pesando no orçamento das famílias. A prévia da inflação de dezembro registrou alta de 0,25%.

Juros seguem elevados e crédito continua caro

Se a inflação deu sinais de alívio, o mesmo não aconteceu com os juros. A taxa básica da economia começou 2025 em 13,25% ao ano e foi mantida em patamar ainda mais restritivo ao longo dos meses, chegando a 15% ao ano.

O Banco Central justificou a postura com incertezas fiscais e a necessidade de manter as expectativas de inflação sob controle. Na prática, o efeito foi a manutenção do crédito caro, com impacto direto sobre consumo, investimentos e endividamento.

PIB cresce acima do previsto

A atividade econômica surpreendeu. No início do ano, projeções de organismos internacionais, como o FMI, apontavam crescimento de 2,2% para o Brasil em 2025. Com a divulgação de dados mais fortes ao longo do ano, o mercado revisou as estimativas.

No fim de 2025, a mediana das projeções indica crescimento de 2,25% do PIB. O desempenho foi puxado principalmente pelo setor de serviços e por segmentos do agronegócio, enquanto a indústria apresentou resultados mais irregulares.

Desemprego atinge menor nível da série histórica

O mercado de trabalho foi um dos principais destaques do ano. Após subir no início de 2025 e chegar a 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, a taxa de desemprego passou a cair de forma consistente.

No trimestre encerrado em outubro, o índice chegou a 5,4%, o menor da série histórica iniciada em 2012. Ao longo do ano, mais de 1,8 milhão de vagas com carteira assinada foram criadas, e o número de pessoas desocupadas caiu para 5,9 milhões.

Apesar do avanço do emprego, os ganhos de renda foram limitados, em um cenário ainda marcado por juros altos e inflação persistente em itens essenciais.

Endividamento das famílias bate recorde

Mesmo com melhora em indicadores como PIB e desemprego, o endividamento das famílias continuou elevado. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, mostram que 79,5% das famílias tinham algum tipo de dívida em outubro — o maior percentual da série histórica.

A parcela de famílias com contas em atraso chegou a 30,5%, também recorde, e 13,2% afirmaram não ter condições de pagar os débitos, refletindo o peso do crédito caro e do uso intensivo do cartão de crédito.

Com inflação em desaceleração, crescimento moderado e mercado de trabalho aquecido, a economia brasileira encerra 2025 em situação mais favorável do que no início do ano. Ainda assim, os juros elevados e o alto endividamento deixam em aberto os desafios que o país levará para 2026.

Fonte:EFMS

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