Anac marca para dezembro privatização de mais três aeroportos de MS

Através de publicação em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (08), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que fica marcado para dezembro o processo para privatização de mais três aeroportos no Mato Grosso do Sul. 

Esses ditos três espaços em território sul-mato-grossense fazem parte do leilão que prevê também a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek. 

“O processo prevê a alienação da totalidade das ações da Inframerica, concessionária do Aeroporto de Brasília, e dá continuidade à solução consensual construída no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU)”, cita a Anac em nota.

Essa incorporação coloca dez aeroportos regionais juntos à concessão de Brasília, dentro do Programa AmpliAR, sendo três em Mato Grosso do Sul:

  • Bonito 
  • Dourados
  • Três Lagoas 

Além desses, ficam incorporados também os aeroportos das seguintes localidades e Estados: 

  • MT | de Juína, Cáceres e Tangará da Serra
  • GO | Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia 
  • PR | Ponta Grossa
  • BA | Barreiras

“Como esses aeródromos apresentam diferentes condições, o contrato prevê uma Fase de Diagnóstico Inicial, na qual a concessionária fará levantamentos detalhados da situação de cada aeroporto”, complementa a Anac.

Vale lembrar que, ainda em 2021, a Anac aprovou o edital para o leilão de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, privatizados, de forma semelhante, junto de um bloco maior que na ocasião era liderado pelos aeroportos de Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo.

Entenda

Como consta no aviso de licitação publicado ontem (08), a sessão pública deste leilão de aeroportos fica marcada para o dia 17 de dezembro, às 15h pelo horário de Brasília (às 14h pela hora local). 

Segundo a Agência Nacional, a décima consulta pública da Anac recebeu um total de 142 manifestações, que serviram para ajustar as minutas do edital e do termo aditivo. Entre eles aparecem: 

  1. Redução da contribuição variável mínima: inclui novas obrigações de investimento e ajuste no valor do Preço de Compra, a alíquota mínima da contribuição variável passou para 5,13%. 
  2. Preço de compra de R$628,8 milhões: valor será corrigido diariamente pela taxa CDI acumulada até o pagamento, recebido pelos vendedores na proporção de sua participação acionária. 
  3. Regras mais detalhadas de compra e transição: aperfeiçoamento das disposições do Contrato de Compra e Venda de Ações (CCVA), detalhando o funcionamento do comitê que acompanhará a transição em caso de troca de controle. 
  4. Novos investimentos no Paraná: foram ajustados investimentos para a pista de pouso e decolagem do aeródromo, conforme diretrizes de política pública do Ministério de Portos e Aeroportos. 

Fonte:Correiodoestado

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