segunda-feira, 28 setembro, 2026 10:31
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Selo criado em Campo Grande ganha ouro em prêmio de inovação apícola

de Redação Bonitonet
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Mato Grosso do Sul tem cerca de 1,1 mil produtores de mel cadastrados e mais de 27 mil colmeias registradas pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), mas ainda busca transformar esse potencial em uma cadeia mais organizada e profissional.

É nesse cenário que uma iniciativa criada em Campo Grande conquistou reconhecimento internacional, ao desenvolver a primeira certificação apícola do Estado.

O programa APIS+, desenvolvido pelo médico-veterinário Gustavo Nadeu Bijos, recebeu medalha de ouro no Concurso Internacional de Inovações e Inventos Aplicados à Apicultura, realizado durante a FILAPI 2026 (XVII Congresso Latino-Americano de Apicultura), em Mar del Plata, na Argentina.

A certificação foi premiada na categoria Apicultura de Precisão e AgTech, que avaliou critérios como originalidade, sustentabilidade, possibilidade de expansão e viabilidade econômica.

A proposta do APIS+ é criar um sistema de conformidade para produtores, empresas e iniciativas ligadas às abelhas e aos polinizadores. O selo reúne critérios de documentação, rastreabilidade e acompanhamento, permitindo consultar a certificação por meio de QR Code.

Segundo Gustavo, a ideia surgiu da necessidade de transformar ações relacionadas à sustentabilidade em práticas que possam ser comprovadas.

“Não é apenas falar de sustentabilidade. É ter uma metodologia para mostrar o que está sendo feito”, explica.

Veterinário Gustavo Bijos durante premiação na Argentina. (Foto: Arquivo Pessoal)

Selo busca combater fraudes – Um dos principais objetivos da certificação é oferecer mais segurança ao consumidor e diferenciar produtores que seguem critérios de origem e qualidade.

Além da valorização do mel produzido dentro das normas, o programa também atua em uma das principais preocupações do setor: a falsificação e adulteração de produtos das abelhas.

Para o criador do APIS+, a certificação ajuda a evitar que produtores que trabalham corretamente disputem mercado em igualdade com produtos irregulares.

“A certificação tem duas funções importantes: valorizar quem faz certo e dar mais informação e segurança para quem compra”, afirma.

MS tem potencial, mas ainda precisa organizar cadeia – Apesar das condições favoráveis, Gustavo avalia que Mato Grosso do Sul ainda não pode ser considerado um polo consolidado da apicultura. O Estado tem diversidade ambiental, áreas agrícolas extensas e produtores atuantes, mas ainda precisa avançar em assistência técnica, organização dos produtores, estrutura de processamento, comercialização e integração com outras cadeias do agronegócio.

“Temos produção, temos bons apicultores e temos condições ambientais e agrícolas muito favoráveis. O que falta é transformar esse potencial em uma cadeia mais organizada e profissional”, afirma.

Segundo ele, uma das oportunidades está justamente na relação entre abelhas e agricultura, já que os polinizadores podem gerar serviços ambientais e contribuir para a produtividade de diferentes culturas.

Fonte:Campo Grande News

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