quarta-feira, 29 julho, 2026 17:41
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Seis anos após volta à natureza, Ousado é flagrado dando bote em jacaré

de Redação Bonitonet
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“Todos aqui amamos o Ousado. Ele merece esse destaque. Sua história é de superação“, diz Rodrigo Menezes, guia de natureza, sobre esse macho de onça-pintada, que se tornou um dos símbolos do bioma. Em 2020, o felino foi encontrado com as patas com queimaduras de segundo grau no Parque Estadual Encontro das Águas, próximo a Porto Jofre, no Mato Grosso. Ele era uma das milhares de vítimas dos incêndios que destruíram quase 30% da vegetação do Pantanal.

Graças à parceria de diversas organizações, após receber um tratamento para as queimaduras, Ousado foi levado de volta à mesma região onde foi resgatado, e ganhou a liberdade novamente.

Desde então, Ousado é um praticamente um patrimônio do Pantanal mato-grossense, e muitos são os registros feitos dele ao longo dos últimos anos, como o do macho ao lado de uma fêmea, em 2021, ou de seu salto espetacular, em 2024.

Ousado, no momento em que foi solto na natureza, após o tratamento, em 2020
Foto: Cesar Leite / divulgação Ampara Silvestre

Antes de ser devolvido à vida selvagem, há seis anos, Ousado recebeu um colar de monitoramento, que se romperia automaticamente mais tarde. Todavia, por algum problema, ele nunca abriu. Por isso mesmo, a onça-pintada é facilmente reconhecida por todos. E no último sábado (25/07), ela foi novamente flagrado: forte, saudável e extremamente ágil e inteligente, qualidades essenciais para a predação.

Ataque ao jacaré

O mais recente registro de Ousado foi feito por Rodrigo Menezes, no Corixo da Ilha, em Porto Jofre. O guia estava em um barco, acompanhado de um grupo de turistas, quando viu a onça-pintada nadando no rio, com um galho de árvore preso no rabo.

“As onças levantam o rabo quando caçam”, explica o guia. “Provavelmente o galho ficou preso no rabo enquanto ele nadava. Mas ele é muito inteligente… Vai ver é uma estratégia intencional, camuflagem de caça”, brinca ele.

Ousado seguiu nadando calmamente, até que submergiu na água. Mais à frente estava um jacaré. Poucos segundos depois, ele sai da água e dá o bote.

“Ele é o único indivíduo [onça-pintada] que conhecemos nessa região que usa essa estratégia para caçar. Ele usa a água – mergulha e pega as presas, principalmente jacarés e capivaras, de surpresa”, diz Rodrigo. “Há um senso comum entre nós, guias e biólogos, de que esse comportamento está relacionado ao incêndio, por ele ter sofrido muito com o fogo, se sente muito confortável na água, e talvez tenha perdido um pouco a sensibilidade das patas, justificando a caça pela água.”

Pouco tempo depois, Ousado pegou o jacaré e subiu o barranco, indo com sua presa para dentro da mata.

Abaixo o flagrante incrível:

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Um post compartilhado por Rodrigo Menezes – Pantanal Guide (@rodrigo.guiamt)

Fonte:ConexaoPlaneta

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