quinta-feira, 8 outubro, 2026 19:08
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Investigador de MS é demitido do cargo por falsidade ideológica e corrupção

de Redação Bonitonet
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A Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) demitiu o investigador da Polícia Civil Gregório Cosme Navarros de Souza, em publicação nesta quarta-feira (7).

O investigador, que atuava em Corumbá, responde a dois processos na Justiça envolvendo a polícia — de falsidade ideológica e corrupção passiva.

Assim, o primeiro processo é de 2020 por falsidade ideológica. O investigador era lotado na Primeira Delegacia de Polícia de Corumbá, sendo removido para a Delegacia de Polícia de Miranda. Assim, por conta da remoção, ele teria requerido ajuda de custo, o que culminou na abertura do Processo nº 31/200220/2020, na Sejusp-MS.

Ainda segundo o processo, Gregório teria fixado documento nos autos, informando residir em Miranda com uma mulher. Contudo, conforme se extrai dos autos, ele não se mudou para o município para o qual foi removido, trabalhando apenas em dois plantões na Delegacia de Miranda. Por isso, começou a tramitar o processo de falsidade ideológica contra ele.

Corrupção passiva

Outro processo contra o investigador é de janeiro de 2024. Na época, teve um caso de violência doméstica em que uma mulher foi espancada pelo marido. Gregório atendeu a ocorrência e constatou que a vítima estava com lesões corporais e aquilo resultaria na prisão em flagrante do suspeito.

Então, o investigador teria falado ao homem que lhe pagasse R$ 2,5 mil para não prendê-lo em flagrante. Assim, consta nos autos do processo que o homem pagou ao investigador. Entretanto, um dia depois, Gregório enviou mensagens no WhatsApp do suspeito pedindo mais R$ 2 mil.

As trocas de mensagens entre o investigador e o suspeito foram anexadas ao processo como prova.

Outras duas situações envolvem o investigador

Em outros dois casos de corrupção, o investigador cobrou R$ 400 para dar água a um comerciante da cidade que estava na unidade policial. Entretanto, o homem que estava na delegacia só tinha R$ 200, valor pago a Gregório em troca de água. Consta ainda no processo que o investigador teria ido duas vezes ao comércio desta vítima e, de lá, levou combustível e carne.

Uma nova situação envolve o homem que não foi preso por violência doméstica. Este homem seria alvo de uma operação na cidade e teria sido informado por Gregório para sair de casa no dia da operação. Ainda, teria oferecido sua casa para esconder o alvo da operação.

Assim, a demissão do investigador foi assinada pelo secretário da Sejusp-MS, Antônio Carlos Videira.

Fonte:MM

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