terça-feira, 15 setembro, 2026 13:10
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Festival do Chamamé começa nesta quinta com 21 horas de programação e abertura que pede 1 kg de alimento

de Redação Bonitonet
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Para entrar na abertura do 8º Festival Cultural do Chamamé, nesta quinta-feira (17), em Campo Grande, o público precisa levar 1 kg de alimento não perecível. São quatro dias com programação gratuita, mas a primeira noite, no Teatro Aracy Balabanian, cobra a doação. Os outros três dias, na sede da Colônia Paraguaia, são de entrada franca.

O festival vai até domingo (20) e soma pelo menos 21 horas de atrações nos três dias em que a organização informou início e fim: 4h30 na quinta, das 19h às 23h30; 6h30 na sexta-feira (18), das 19h à 1h30; e 10 horas no domingo, das 10h às 20h. O sábado (19) começa ao meio-dia, e o horário de encerramento não foi informado.

O nome do festival tem três gêneros, e dois são patrimônio da humanidade

O nome que aparece na identidade visual do próprio festival é maior: 8º Festival Cultural do Chamamé, Polca Paraguaia e Guarânia de Mato Grosso do Sul.

A diferença muda o que o leitor vai ouvir no palco. O chamamé nasceu na província argentina de Corrientes e foi inscrito pela Unesco na lista do patrimônio cultural imaterial da humanidade em 2020, em candidatura apresentada pela Argentina. A guarânia, gênero paraguaio de andamento lento criado por José Asunción Flores, recebeu o mesmo título em dezembro de 2024, em candidatura do Paraguai. A polca paraguaia, mais rápida, completa o trio.

O sábado é o Dia Estadual do Chamamé por causa de um velório em Corrientes

Sábado (19) é o Dia Estadual do Chamamé, e a data marca o dia em que morreu, em 1974, o músico correntino Mario del Tránsito Cocomarola, um dos nomes que fixaram o gênero. A mesma data é o Dia Nacional do Chamamé na Argentina, definido pela lei nacional 26.558.

Campo Grande carrega desde 2022 o título de Capital Nacional do Chamamé, criado pela lei federal 14.315, sancionada em 28 de março daquele ano. No Estado, o chamamé foi registrado como bem cultural de natureza imaterial em 30 de junho de 2021, pelo decreto 15.708, no Livro de Registro dos Saberes.

Quinta tem Noite de Gala; sexta vai até 1h30

A abertura, das 19h às 23h30, no Teatro Aracy Balabanian, dentro do Centro Cultural José Octávio Guizzo, começa com Enzo e Bianca Alarcon, de Corrientes, apresentados pela organização como o casal oficial desta edição. Na sequência entram Marcelo Loureiro, o Ballet Folclórico de Capiatá, César D’Apollo, Verônica Benitez e Nicolás Gaona, Miriam Beatriz e outros artistas que o material não nomeia. A noite termina com o espetáculo “Brasil, meu Brasil brasileiro, Laços de Amor e Amizade”.

Na sexta-feira (18) o festival muda para a Colônia Paraguaia, na Rua Ana Luiza de Souza, no Bairro Pioneiros. Das 19h à 1h30 se apresentam Paulo e Sérgio Arguelo, Enzo e Bianca Alarcon, Fábio Kaida, o Ballet Folclórico de Capiatá, Jakeline Sanfoneira, Lito Delgado y Conjunto Folclórico e Los Caminantes del Chamamé. O encerramento é o Baile Pantaneiro, com o Grupo Surungo Bueno.

O concurso de dança do sábado tem regra

O sábado começa ao meio-dia na Colônia Paraguaia, com feira gastronômica e de artesanato. Às 15h começa o Concurso de Dança Chamamé. Como o A Crítica publicou no dia 13 de setembro, são duas categorias, livre para maiores de 18 anos e 60+ para casais a partir de 60 anos, e todos os concorrentes dançam a mesma música, “Campo Grande Chamamezeiro”, de Santhyago Rios, por três a quatro minutos. As inscrições se encerraram na segunda-feira (14). O dia termina com baile ao som de Danilo da Gaita & Grupo.

Domingo é o dia mais longo, com almoço de comitiva

O último dia começa às 10h com a Enchamigada Chamamezeira. Há feira de artesanato e gastronomia e almoço com comida de comitiva: arroz carreteiro, macarrão de comitiva, ovo frito, feijão gordo, mandioca e salada verde.

A música começa às 11h, com Simón Morales, Grupo Chama Campeira, Danilo da Gaita, Desidério Souza e Grupo Fama. O encerramento está previsto para as 20h, o que faz do domingo o dia mais longo dos quatro.

O ritmo aparece na cidade fora do festival. O Senar/MS abriu neste ano um curso gratuito de chamamé em Campo Grande, com 90 horas de aula.

Fonte:Acritica

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