quinta-feira, 12 fevereiro, 2026 18:21
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Fachin vai decidir se Toffoli pode permanecer como relator do caso Banco Master

de Redação Bonitonet
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, terá de decidir se o ministro Dias Toffoli pode continuar como relator do inquérito que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, após a Polícia Federal (PF) encontrar menções ao magistrado no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição. A decisão de Fachin é aguardada, e o presidente da Corte ainda não se manifestou.

A perícia da PF identificou referências a Toffoli nos arquivos do telefone de Vorcaro, informação que inicialmente foi divulgada pelo UOL e confirmada pela CNN Brasil. O achado aumenta a pressão sobre a permanência do ministro no comando do caso, que já era alvo de questionamentos devido a decisões consideradas incomuns e ao alto grau de sigilo imposto no inquérito.

Toffoli, por exemplo, determinou que provas colhidas na segunda fase da Operação Compliance Zero fossem acauteladas e enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise de quatro peritos. A atuação do ministro também foi criticada após viajar ao Peru para a final da Copa Libertadores em um jatinho de um advogado ligado ao caso Banco Master, e pelo fato de familiares de Toffoli terem relações com fundos de investimento conectados a Vorcaro.

Segundo a PF, as mensagens periciadas indicariam possíveis pagamentos ao ministro, com referências feitas também pelo primo de Vorcaro, Fabiano Zettel, alvo das investigações. Fachin, ao ser informado, pediu que Toffoli se manifestasse sobre as menções encontradas.

Em nota divulgada na noite de quarta-feira (11), o gabinete de Toffoli classificou como “ilação” o pedido de declaração de suspeição da PF e afirmou que a instituição não tem legitimidade para fazê-lo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil. O gabinete ressaltou que os esclarecimentos formais serão apresentados ao presidente do STF.

A defesa de Daniel Vorcaro também se pronunciou, criticando o que classificou como vazamento seletivo de informações. Segundo os advogados, a divulgação parcial da investigação causa “constrangimentos indevidos”, favorece ilações e prejudica o pleno exercício do direito de defesa do empresário.

Fonte:EFMS

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