Encontrada morta no inferninho trabalhou com suspeitos em esquema de agiotagem

Após a prisão de quatro suspeitos pela morte de Giovana Castura Werner, de 51 anos, encontrada morta no inferninho, a investigação aponta que a vítima conhecia os criminosos. O grupo foi preso na manhã desta terça-feira (14), em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a vítima trabalhou com os suspeitos em um esquema de agiotagem. Segundo informações, ela teria sido chamada para ajudar a fazer uma cobrança com um dos suspeitos, momento em que foi assassinada no meio do caminho. Em seguida, os criminosos teriam usado a digital da Giovana para fazer transferências bancárias.

Ainda segundo informações, o grupo roubou uma pulseira e uma corrente de ouro da vítima. Um quinto suspeito também foi preso. O homem é investigado por ter participação na desova do corpo de Giovana. Todos os envolvidos são ouvidos na delegacia.

Transferências bancárias

As investigações apontam que após o grupo executar Giovana, foram feitas transferências bancárias. Isso porque depois de matá-la, eles teriam usado a digital da vítima para acessar os bancos de Giovana.

Até o momento, foi identificada transferência de R$ 10 mil, porém, o valor pode ser bem maior.

A mulher foi morta em março, e desde então a Polícia investiga o caso, que envolveu a quebra de sigilo bancário de Giovana.

Controvérsias no depoimento

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, os suspeitos apresentaram controvérsias durante o depoimento. Isso porque um dos homens afirma que a vítima foi espontaneamente ao encontro deles. Já outro afirma que o grupo foi ao encontro dela. Um terceiro alega que, de fato, uma emboscada foi criada para roubar Giovana.

As controvérsias devem ser investigadas.

Isso porque ela teria sido chamada para ajudar a fazer uma cobrança com um dos suspeitos, momento em que foi assassinada. Assim, a vítima teria sido executada no meio do caminho. Em seguida, teriam usado a digital de Giovana para fazer as transferências.

O caso

Conforme apurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros foi acionado para o local e constatou o óbito da vítima, que estava na beira da estrada e com uma perfuração na cabeça, de tiro. Giovana, que possui uma tatuagem na costela com a frase “que seja infinito tudo aquilo que nos faz bem”, estava de short e uma blusa cobria o seu tronco.

Diante da situação, a PM (Polícia Militar), a Polícia Civil e a Perícia foram acionadas. Como não havia sangue no local, há indícios de que o crime aconteceu em outro lugar e o corpo foi desovado às margens da estrada.
Após a identificação de Giovana, a Polícia Civil constatou que uma amiga da vítima havia informado que ela estava desaparecida desde a noite de 23 de março. Isso teria contribuído para a localização do veículo, no Jardim Colúmbia, região norte de Campo Grande.

O caso, que começou sendo investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), passou a ser investigado como homicídio simples; portanto, ficou a cargo da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio e de Proteção à Pessoa).

Fonte:MM

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