Em caso de punição, Pollon desafia Hugo Motta e pede que decisão seja impressa em papel couchê para fazer um quadro. “Meus filhos saberão que o pai deles não se acovardou”

Ao apresentar sua defesa contra representações por atos pela anistia ao 8 de janeiro, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) defendeu o arquivamento imediato do processo. No documento, o parlamentar também fez um desafio ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e solicitou que em caso de aplicação de pena, a decisão seja impressa em papel linho couchê. “Eu vou fazer um quadro e por na sala da minha casa para que todas as vezes que meus filhos passarem por ali, terem a certeza de que em momento de crise o pai deles não se acovardou e não se omitiu”, destacou.

O parlamentar enfatiza que qualquer decisão da mesa diretora por punição pelas manifestações pela anistia dos presos políticos de 8 de janeiro é uma prova de que o País está em uma ditadura. “Nunca sonhei que veria meu País virar um regime de exceção. Cansei de fingir o verniz da normalidade. Isso mais uma vez carimba o atestado de que estamos sim em uma situação tal qual a Venezuela”, continuou.

Pollon ressalta que ambas as representações tentam transformar um ato de natureza eminentemente política em infração disciplinar, com o claro objetivo de silenciar a oposição. “A escolha de onze parlamentares para serem alvo de representação não foi coincidência, mas sim um ato deliberado do representante para intimidar e criar ‘bodes expiatórios’, pretendendo usar a representação oferecida, nitidamente, como arma para buscar calar a oposição”, afirma.

Pollon é um dos principais defensores da anistia aos presos políticos do 8 de janeiro dentro da Câmara dos Deputados. Ele tem denunciado os abusos dos direitos humanos contra os manifestantes, incluindo casos de violência, humilhação e negligência.

Marcos Pollon também é autor do projeto de lei 4485/2024 que revoga as punições e crimes atribuídos aos envolvidos nos eventos de 8 e 9 de janeiro de 2023, mantendo a preservação da ordem democrática, a paz pública e os direitos constitucionais fundamentais. O projeto foi apensado ao PL 5643/2023, do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), com o mesmo tema.

Related posts

MS terá seis novas varas federais em cidades do interior após aprovação no Congresso

Rose nega largar disputa pela Câmara dos Deputados para ser vice de Riedel

Mara Caseiro pede ampliação de ciclovia para reforçar segurança em Eldorado