A segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul combina fartura no campo, polo universitário e um ritmo de interior que conquista quem chega de fora. Dourados, a 225 km de Campo Grande e a 110 km da fronteira com o Paraguai, virou referência em qualidade de vida no Centro-Oeste ao equilibrar o peso do agronegócio com a vida acadêmica da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Vale a pena viver na capital universitária do Mato Grosso do Sul?
Sim. Dourados reúne dois atributos que costumam aparecer separados em cidades do interior: economia forte e infraestrutura de polo regional. Segundo dados do IBGE, o município tem PIB per capita acima da média nacional e população estimada em cerca de 264 mil habitantes em 2025, o que reforça sua condição de maior cidade do interior sul-mato-grossense.
Em 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atualizou os dados do Produto Interno Bruto e confirmou a retomada do segundo maior PIB estadual pela cidade, com R$ 20,2 bilhões em 2023, atrás apenas da capital. O avanço veio do crescimento equilibrado entre serviços, comércio, saúde, educação e agropecuária, de acordo com a Prefeitura de Dourados.

Há também uma vocação acadêmica que explica o apelido de Cidade Universitária. A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) atraem milhares de estudantes de todo o país. O perfil jovem muda a cara dos bairros próximos aos campi, como o Universitário e o Jardim América, onde surgem cafeterias, repúblicas e espaços de convivência. Custo de vida acessível, hospitais de referência regional e ruas arborizadas completam o combo que tem atraído quem busca trocar a capital pela tranquilidade do interior.
Capital do agronegócio ao lado do Paraguai tem o 2º maior PIB do estado e qualidade de vida que atrai universitários de todo o Brasil
Dourados em Mato Grosso do Sul atrai investimentos no agronegócio e ensino // Créditos: depositphotos.com / rafapress
A cidade que cresceu entre a soja e o tereré
Dourados nasceu em 1935, mas suas raízes remontam à antiga Colônia Militar de Dourados, criada em 1861 durante a Guerra do Paraguai. A cidade cresceu com a chegada de migrantes do Sul e do Nordeste, que deram origem ao perfil agrícola do município. Hoje, Dourados lidera a produção de milho no estado e está entre os maiores produtores de soja e feijão, com destaque também em suinocultura e avicultura.
A proximidade com a fronteira e a convivência com povos originários deram à cidade uma identidade cultural própria. Guarani-Kaiowá, Terena e migrantes paraguaios convivem com descendentes de japoneses, árabes e italianos que chegaram no início do século XX. Essa mistura aparece no tereré compartilhado nas praças e nas feiras que reúnem artesanato, erva-mate e doces regionais.
O que fazer na segunda maior cidade sul-mato-grossense
O roteiro mescla parques urbanos, eventos do agronegócio e pontos históricos que contam a trajetória do município.
Quem planeja visitar a segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Marcos Pierry, que conta com mais de 32 mil visualizações, onde Marcos e Tati mostram parques, a Feira Central, a maior pizza do Brasil e o lazer em Dourados:
Qual a melhor época para visitar e o que fazer em cada estação?
O clima tropical do sul de Mato Grosso do Sul é marcado por verões quentes e chuvosos e invernos secos com noites frescas. O inverno é ideal para passeios ao ar livre e grandes eventos.
Como chegar até o polo regional do sul sul-mato-grossense
O Aeroporto Regional de Dourados recebe voos de Campo Grande e São Paulo, e fica cerca de 15 km do centro da cidade. Quem chega de carro faz o trajeto pela BR-163 desde a capital do estado, com cerca de 3 horas de viagem. A BR-463 liga a cidade à fronteira com o Paraguai, em Ponta Porã, a 120 km.
Conheça a cidade que une campo universidade e acolhimento no interior
Dourados é um dos raros endereços do país onde a economia do agronegócio convive lado a lado com um polo universitário de peso nacional e a hospitalidade típica das cidades de fronteira. Essa combinação rende uma identidade única no sul de Mato Grosso do Sul, visível no dia a dia de quem transita entre o comércio, o campus e as feiras locais.
Fonte: Oeste