terça-feira, 20 janeiro, 2026 03:15
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Diogo Moreira faz história na Moto2 e dá ao Brasil título inédito no Mundial de Motovelocidade

de @bonitonet
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Aos 21 anos, Diogo Moreira conseguiu um feito inédito para o esporte brasileiro: venceu o título da Moto2. A caminho da MotoGP, o titular da Italtrans escreve um capítulo diferente para a motovelocidade brasileira

Diogo Moreira tem um lugar só dele na história do esporte do Brasil. Aos 21 anos, o piloto nascido em Guarulhos se tornou o primeiro brasileiro a conquistar um título no Mundial de Motovelocidade neste domingo (16), ao chegar na 11ª colocação no GP da Comunidade Valenciana.

Com o passaporte carimbado para a MotoGP, Moreira chegou à taça com uma temporada de resultados crescentes. Depois de ver Manuel González se impor na primeira metade do ano, o #10 virou o jogo e, em apenas nove corridas, descontou a margem construída pelo espanhol nas 12 primeiras etapas.

Correndo por uma Italtrans que voltou aos tempos de glória sob a batuta de Roberto Brivio e com a consultoria de Livio Suppo, Moreira cresceu a olhos vistos e mostrou ao mundo um talento que despertou interesse de praticamente todas as fábricas da MotoGP. No fim das contas, a disputa ficou entre Honda e Yamaha, com a marca da asa dourada vencendo a disputa pelo passe do piloto que terá de deixar o #10 para trás ao alcançar a elite do esporte.

O caminho até aqui, porém, é um atestado não apenas do talento de Diogo, mas também dos efeitos positivos de um bom planejamento e de uma boa educação. Moreira é brasileiro, nascido em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, mas muito cedo deixou o país rumo à Espanha para integrar a base mais forte do esporte e frequentar uma boa escola.

Por mais talentoso que seja, Moreira precisava de uma boa base, a mesma frequentada por pilotos que, assim como ele, tinham a classe rainha no alvo. Só ali ele poderia refinar as habilidades.

O caminho, contudo, foi de muitos sacrifícios. Aos 12 anos, Diogo partiu para a Europa acompanhado apenas do pai, Luiz, deixando para trás não apenas amigos, tios e primos, mas também a mãe, Sandra, e o irmão mais velho, Rafael. Em Barcelona, Moreira teve de aprender simultaneamente Espanhol e Catalão. E o distanciamento das raízes e do idioma é notável ainda hoje, no sotaque do piloto que mistura palavras ao trocar as ‘chavinhas’ dos idiomas.

Hoje, todavia, a glória na Moto2 mostra que o sacrifício valeu a pena. Fruto de um projeto da Estrella Galicia 0,0, que contou com o olhar clínico de Alex Barros para encontrá-lo em uma pista de motocross, Moreira fez o que nenhum brasileiro fez antes: ganhou um título no Mundial de Motovelocidade.

O motociclismo brasileiro não vai acordar diferente amanhã. Mas Diogo está aí para provar que, com investimento e oportunidade, os pilotos do Brasil também podem dar resultados.

O futuro dele está traçado: e será em cima de uma RC213V na LCR com um contrato de três anos com a Honda. E com direito a celebrar em casa, já que a MotoGP volta ao Brasil em março do ano que vem, em Goiânia.

Fonte: GrandePremio

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