Campanha reúne observadores do Brasil, Bolívia e Paraguai para registrar a arara-azul-grande e apoiar ações de conservação
Começa neste sábado (1º) mais uma edição do Big Day das Araras-Azuis, iniciativa que convida moradores, turistas, fotógrafos, observadores de aves e amantes da natureza a registrar a presença da arara-azul-grande em seu habitat natural. A campanha segue até domingo (2) e reúne participantes do Brasil, da Bolívia e do Paraguai para ampliar o monitoramento de uma das aves mais emblemáticas da fauna sul-americana.
Promovida pelo Instituto Arara Azul, a ação busca reunir informações atualizadas sobre a distribuição da espécie (Anodorhynchus hyacinthinus), considerada vulnerável à extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Segundo o instituto, qualquer pessoa pode participar da campanha. Não é necessário ser pesquisador ou especialista: basta registrar a presença da ave por meio de fotos, vídeos ou áudios e encaminhar as informações pelos canais oficiais da iniciativa.
Mato Grosso do Sul liderou a primeira edição
Na edição realizada em 2025, Mato Grosso do Sul foi o estado brasileiro com o maior número de registros da arara-azul. Ao todo, 409 aves foram contabilizadas durante a campanha, resultado que colocou o Estado na liderança nacional da mobilização.
O Pará apareceu na sequência, com 335 registros, demonstrando a importância da participação popular para ampliar o conhecimento sobre a distribuição da espécie.
Dados ajudam na conservação
As informações coletadas durante o Big Day são utilizadas para atualizar bancos de dados que auxiliam pesquisadores no acompanhamento da população de araras-azuis e no planejamento de estratégias de conservação.
Segundo a presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes, os registros enviados pela população permitem compreender melhor onde as aves estão presentes atualmente e como a distribuição da espécie tem mudado ao longo dos anos.
Ela destaca que moradores de fazendas, comunidades rurais e regiões onde as araras vivem têm papel fundamental na iniciativa.
“Precisamos entender como está hoje a distribuição das araras, onde elas estão e quantas são”, afirma.
Como participar
Durante os dois dias da campanha, os participantes podem registrar as araras-azuis por meio de fotografias, vídeos ou gravações de áudio.
Os registros podem ser enviados pelas plataformas:
- eBird;
- WikiAves;
- Biofaces;
- formulário oficial da campanha;
- WhatsApp do Instituto Arara Azul.
As imagens também ajudam os pesquisadores a identificar indivíduos, confirmar ocorrências e atualizar informações sobre a presença da espécie em diferentes regiões.
Estados com poucos registros entram no foco
Além de ampliar a participação em Mato Grosso do Sul, o Instituto Arara Azul pretende aumentar o número de observações em estados que tiveram baixa adesão na primeira edição.
Em 2025, Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia não registraram nenhuma observação durante a campanha, apesar de haver ocorrência conhecida da arara-azul nessas regiões. Minas Gerais também está entre os estados considerados estratégicos para ampliar o monitoramento nesta edição.
Segundo o Instituto Arara Azul, quanto maior o número de participantes e registros enviados, mais preciso será o diagnóstico sobre a situação da espécie na natureza, fortalecendo as ações voltadas à sua preservação.
Fonte:EFMS