terça-feira, 20 janeiro, 2026 03:09
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Árvore de fruta popular deve movimentar R$ 2,4 bilhões e transformar a paisagem de MS

de Redação Bonitonet
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A citricultura, com destaque para a produção de laranja, avança em Mato Grosso do Sul e passa a ocupar espaço relevante no agronegócio do estado. A atividade tem sido vista como alternativa para diversificar a economia, gerar renda e atrair novos empreendimentos. Os investimentos previstos chegam a R$ 2,4 bilhões, com cerca de 35 mil hectares de projetos já mapeados.

Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com mais de 7 milhões de mudas plantadas. A meta é alcançar 50 mil hectares de pomares formados até 2030, o que deve ampliar a participação do estado na produção nacional de laranja.

Embora ainda não esteja entre os maiores produtores do país — posição liderada por São Paulo, responsável por cerca de 78% da produção nacional, seguido por Minas Gerais, Paraná e Bahia — o estado registra crescimento contínuo da atividade.

A expansão é sustentada pela disponibilidade de terras, condições climáticas adequadas, logística e segurança jurídica.

Investimentos e novos projetos

Nos últimos anos, grandes grupos do setor passaram a investir no estado. Um dos exemplos é o projeto de uma empresa que já plantou grande parte de uma área de 5 mil hectares em Sidrolândia e prevê alcançar até 8 milhões de caixas por safra quando os pomares estiverem em plena produção.

Além desse projeto, outros empreendimentos seguem ampliando suas operações em Mato Grosso do Sul, reforçando o avanço da citricultura no estado.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o avanço da citricultura em MS é resultado de uma estratégia estruturada, que alia investimentos privados a políticas públicas focadas em sanidade, capacitação e ambiente de negócios.

“A citricultura representa uma nova fronteira agrícola para Mato Grosso do Sul. O Estado construiu uma base sólida de segurança jurídica e sanitária, com ações firmes na defesa agropecuária, capacitação de profissionais e parceria com instituições”, destacou.

O fortalecimento da cadeia produtiva conta ainda com ações de apoio técnico e institucional da Semadesc, incluindo a ampliação da defesa agropecuária, capacitações, além da atuação integrada com municípios e o setor produtivo para garantir sanidade e produtividade aos pomares.

O potencial do Estado também é reconhecido pelos investidores, como Eduardo Sgobi, proprietário da Fazenda Paraíso, em Três Lagoas. Ele ressalta a singularidade da iniciativa governamental e a qualidade do solo sul-mato-grossense.

“Considero essa iniciativa governamental singular. Não conheço outra unidade da federação que esteja implementando algo semelhante. A qualidade do solo é impressionante”, afirmou.

O movimento mostra que mesmo ainda fora do topo do ranking nacional, Mato Grosso do Sul reúne condições técnicas, econômicas e institucionais para se tornar um dos principais polos citrícolas do país nos próximos anos, fortalecendo a economia regional e ampliando as oportunidades no campo.

“A citricultura já engrenou em MS. E para os próximos dois a três anos, o Estado vai trabalhar ainda mais para manter a sanidade, com a tolerância zero para o greening, retenção de mão de obra indígena, e redução do ICMS que para a saída da laranja é de 2%”, salientou Jaime Verruck.

Verruck ainda lembrou que o setor tem hoje praticamente 100% da cultura irrigada. “Por isso as linhas do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste continuarão sendo disponibilizadas para os investimentos no setor, principalmente na irrigação. Tudo isso para que futuramente, assim que o Estado tiver pelo menos 25 mil hectares de pomares em produção trazer a tão sonhada industrialização.”

Fonte:g1ms

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