Julho é o mês em que Mato Grosso do Sul junta três frentes ao mesmo tempo: a alta temporada do Pantanal, o auge das águas cristalinas em Bonito e a Maratona de Campo Grande, que atraiu corredores de todo o país nos dias 4 e 5.
Somando férias escolares e clima seco, o estado vive o pico anual de visitação — e o setor hoteleiro registra ocupação acima de 85% na capital, em Bonito e nas fazendas pantaneiras.
Maratona de Campo Grande: a abertura do mês
A 5ª edição da Maratona de Campo Grande abriu o calendário esportivo do mês nos dias 4 e 5 de julho. A prova reuniu percursos para todos os perfis de corredor:
- Corrida Kids — para o público infantil.
- 5 km — iniciantes.
- 10 km — intermediários.
- 21 km (meia-maratona) — corredores treinados.
- 42 km (maratona completa) — atletas de alta performance.
Quem participou dos dois dias consecutivos levou uma medalha extra. O evento integra o Circuito Brasil Gigante, que dá aos corredores que completam as oito etapas uma mandala colecionável inspirada nas World Marathon Majors.
Bonito no auge das águas cristalinas
Julho é a época em que os rios de Bonito ficam mais claros. Sem chuvas, a água dos principais roteiros perde os sedimentos e ganha aquela transparência que ajudou a colocar o município no mapa mundial do ecoturismo. Os passeios mais procurados na alta temporada:
Atração Tipo de passeio Rio Sucuri Flutuação em nascente cristalina Rio da Prata Flutuação com peixes de grande porte Rio Formoso Boia-cross e passeios de barco Boca da Onça Maior cachoeira de MS, com 156 metros Buraco das Araras Mirante com colônia de araras-vermelhas Gruta do Lago Azul Caverna com lago de tom azul intenso
A cidade tem quase 22 mil habitantes e faz do turismo sua principal atividade econômica. O modelo de vouchers com guias credenciados evita superlotação e mantém o padrão de qualidade nas atrações — sistema que virou referência de conservação no Brasil.
Pantanal Sul entra na alta temporada
Segundo dados da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, julho marca o fim da vazante e o começo do período seco no Pantanal, quando os rios recuam, as estradas ficam mais transitáveis e a fauna se concentra em áreas menores. É o que torna esse o melhor momento do ano para safári fotográfico.
O calendário natural do Pantanal se divide em fases bem marcadas:
Período Fase O que esperar Dezembro a abril Cheia Rios altos, deslocamento por barco, calor intenso Maio a julho Vazante Aves em abundância, dias secos, noites frias Agosto e setembro Seca Nascimento nos ninhais, animais concentrados nos rios Outubro e novembro Enchente Chuvas voltam, rios começam a subir
A onça-pintada segue como a estrela mais procurada. Nas fazendas pantaneiras do Miranda, Aquidauana e Corumbá, os avistamentos crescem entre julho e setembro. Junto com ela, capivaras, jacarés, tuiuiús, colheireiros e cervos-do-pantanal aparecem com frequência.
Quanto custa a viagem em 2026
Para quem sai de São Paulo, os valores médios praticados na alta temporada até agora:
- Passagem aérea SP–Campo Grande: em torno de R$ 892 por viajante.
- Passagem aérea SP–Bonito: em torno de R$ 1.186 por pessoa.
- Pacote 3 diárias em fazenda pantaneira (pensão completa): a partir de R$ 1.069 por hóspede.
- Pacote SP–Corumbá com 3 diárias (pensão completa): a partir de R$ 1.819 por passageiro.
Os valores mudam de acordo com a antecedência da reserva. Datas próximas às férias escolares e feriados prolongados custam mais caro.
Campo Grande além do aeroporto
A capital deixou de ser só ponto de passagem. O Bioparque Pantanal, considerado o maior aquário de água doce do mundo, virou parada obrigatória entre o desembarque e o transfer para Bonito ou Pantanal. Outros pontos que ganharam público em 2026:
- Bioparque Pantanal — mais de 260 espécies aquáticas.
- Feira Central — gastronomia de raiz sul-mato-grossense (sobá, chipa, tereré).
- Parque das Nações Indígenas — lazer urbano e trilha.
- Memorial da Cultura Indígena — cultura Terena e Guarani-Kaiowá.
- Mercadão Municipal — produtos regionais e sabores locais.
Noites tranquilas nas fazendas: o que o turista faz depois do jantar
A alta temporada tem uma característica curiosa: as noites são longas nas fazendas, com pouco sinal de internet estável em algumas regiões e um ritmo bem diferente do urbano. Quem viaja com a família tende a se recolher cedo — jantar às 19h, roda de conversa, alguma leitura.
Já os viajantes solo ou em casal costumam ficar até mais tarde na varanda, com o Wi-Fi da sede ligado, aproveitando entretenimento digital leve. Plataformas de cassino online em português como a site oficial do Casino Meteoro aparecem entre as opções escolhidas por esse perfil de turista, que prefere gastar a noite com algo curto e reversível em vez de encarar longos deslocamentos até o centro urbano mais próximo.
Impacto na economia local
O turismo virou peso pesado no PIB de MS. Estimativas da Fundtur para 2026 apontam:
- Meta de 2 milhões de visitantes no estado ao longo do ano.
- Ocupação hoteleira acima de 85% em Bonito e Campo Grande no mês de julho.
- Faturamento estimado do setor de turismo em MS acima de R$ 5 bilhões no ano.
- Mais de 25 mil empregos diretos vinculados ao setor.
A Rota Bioceânica, que liga Campo Grande ao Chile passando pelo Paraguai e Argentina, também vem sendo apontada como próximo grande vetor de crescimento — não só para o comércio de commodities, mas também para o fluxo turístico com destino ao Pacífico.
Quem chega agora, ainda dá tempo
Para quem ainda tenta viajar em julho, o segredo é aceitar rotas menos óbvias: cidades pantaneiras como Miranda e Aquidauana têm boa oferta de hospedagem e valores mais equilibrados que Corumbá. Em Bonito, a saída é reservar passeios menos famosos, como o Rio Formoso ou a Barra do Sucuri, para escapar da fila do Rio da Prata.
O clima ajuda: dias secos, temperaturas entre 25°C e 30°C ao meio-dia e madrugadas próximas dos 10°C nas fazendas de campo. Frio suficiente para justificar o casaco na varanda, mas não a ponto de tirar ninguém da água.
Fonte:MM