sábado, 7 novembro, 2026 09:19
Home SaúdeCovid volta a crescer pelo País, mas MS fica fora da lista; vírus aparece em 1,2% dos casos graves

Covid volta a crescer pelo País, mas MS fica fora da lista; vírus aparece em 1,2% dos casos graves

de Redação Bonitonet
0 comentários

A covid voltou a ganhar espaço no Brasil. Há seis semanas os registros da doença crescem em 19 das 27 unidades da Federação, segundo o Ministério da Saúde, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já vê o reflexo em internações em parte do país. Mato Grosso do Sul, por enquanto, ficou fora da lista. Os números da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram a doença em nível baixo e estável por aqui, mas o vizinho Mato Grosso aparece entre os estados onde o coronavírus puxa a alta de casos graves.

Em 2026, MS confirmou 1.326 casos de covid e 10 mortes, segundo o boletim mais recente da SES, com dados até 17 de outubro. Para comparar, foram 8.564 casos e 60 mortes no ano inteiro de 2025. Nas quatro semanas anteriores ao boletim, o Estado somou 23 casos novos. Campo Grande concentra a maior parte, com 178 casos e 5 das 10 mortes do ano.

Nos hospitais de MS, o vilão é outro

Quando o assunto são os casos graves, aqueles que levam à internação, a covid tem papel pequeno em MS. Neste ano, o Estado registrou 6.894 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o nome técnico para a infecção respiratória que exige hospital, e 530 mortes. Nos exames que identificaram o vírus responsável, o coronavírus apareceu em só 1,2% das vezes. No país, essa fatia é de 3,9%.

O vírus que mais aparece nos casos graves em MS é o rinovírus, o mesmo do resfriado comum, presente em quase 40% das amostras. Depois vêm o vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge sobretudo bebês, com 24%, e a gripe. No boletim divulgado na quinta-feira (5), a Fiocruz atribuiu ao rinovírus a leve alta de SRAG observada no Estado. Em outubro, MS chegou a ser classificado em nível de alerta pela fundação.

Por que a covid volta de tempos em tempos

A alta atual não indica uma doença mais agressiva. O coronavírus segue o mesmo padrão de outros vírus respiratórios: de tempos em tempos surge uma nova variante, encontra pessoas com a proteção mais baixa e provoca uma onda de casos. Hoje, cerca de 90% das amostras analisadas no país são da linhagem XFG e de suas descendentes, sem sinal de mudança na gravidade, segundo o Ministério da Saúde.

O peso da covid aparece mais nas mortes do que nos casos. Nas últimas quatro semanas, o coronavírus estava em 8,5% dos casos graves com vírus identificado no país, mas em 24,1% das mortes desse grupo, segundo a Fiocruz. A conta reflete quem a doença atinge com mais força: idosos, pessoas com imunidade baixa e quem tem doenças crônicas.

O sinal de atenção para MS vem de fora. Os cinco estados que fazem divisa com MS, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, estão na lista dos 19 com casos em alta. Mato Grosso, com intenso trânsito de pessoas e cargas para cá, está ainda entre os locais onde o coronavírus é hoje o principal responsável pelo aumento de internações respiratórias, segundo a Fiocruz. Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina também mostram sinais de crescimento de casos graves, ainda em nível baixo.

Vacina é a principal proteção

A orientação dos especialistas é a mesma em todo o país: vacinar quem tem mais risco. Pelo calendário nacional, idosos a partir de 60 anos devem tomar uma dose a cada seis meses, e gestantes, uma dose a cada gravidez. Bebês recebem a vacina aos 6, 7 e 9 meses, mas só 5% das crianças pequenas completaram as três doses no Brasil. Pessoas com imunidade baixa e com algumas doenças crônicas também têm doses de reforço previstas.

“A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por Covid-19 é a vacinação”, disse a pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo InfoGripe, o boletim da Fiocruz que acompanha os casos respiratórios graves no país. A vacina é gratuita nas unidades de saúde. Quem estiver com sintomas respiratórios deve evitar contato próximo com idosos e pessoas frágeis e procurar atendimento se tiver falta de ar ou febre que não passa.

Fonte:Acritica

Você também pode gostar

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00