quinta-feira, 13 agosto, 2026 16:33
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MS teve alta de 51,8% na área desmatada entre 2019 e 2025

de Redação Bonitonet
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Os alertas de desmatamento em todo o território de Mato Grosso do Sul vêm mostrando oscilações ao longo dos anos, com quedas mais acentuadas em 2022 e 2024, enquanto em 2020 e 2023 houve saltos de detecções. Dentro desse contexto, entre 2019 e 2025, o crescimento dos alertas de desmatamento ficou em mais de 51,8%.

Essas informações constam nos estudos analisados pelo MapBiomas, que divulgou novos balanços para alertar sobre os riscos de falta de cobertura nativa no solo e os efeitos que isso pode ter com o El Niño trazendo severas alterações, com aumento de temperatura e estiagem severa, que podem contribuir com incêndios florestais, por exemplo.

Com relação ao Estado, outro detalhe que o MapBiomas ressalta é que há mais de um bioma presente, neste caso, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Em cada um deles, um cenário acaba sendo identificado de forma particularizada.

Além disso, o uso do solo nesses três biomas encontrados em Mato Grosso do Sul tem diferentes fins.

O Cerrado ocupa 62% de MS, e os dados analisados apontaram que ele é o bioma mais pressionado, já que, em 2025, o desmatamento ocorrido em sua área foi de 71,3%.

A Mata Atlântica está em 10% do território e sua porcentagem de supressão ficou abaixo de 0,5%. O Pantanal é o terceiro bioma no Estado, ocupando 27% do território. Na comparação com toda a supressão ocorrida em MS, o território pantaneiro foi responsável por 28,6%.

Analisar esses dados históricos e a presença de cobertura vegetal nativa, conforme o MapBiomas, é um trabalho que deve ser levado em consideração para compreender como uma região vai estar mais ou menos preparada para enfrentar os efeitos que o El Niño pode gerar.

“Os dados históricos de precipitação mostram que os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade, como o que se espera em 2026. A comparação dos dados da série histórica de cobertura e uso da terra do MapBiomas com as anomalias de precipitação (mm) entre os meses de setembro e novembro durante três eventos recentes de forte El Niño (1997/1998, 2015/2016, 2023/2024) revela que a redução de chuvas vem se agravando, com exceção do Pampa e da região sul da Mata Atlântica, onde há um aumento da precipitação”, alertou o MapBiomas, em divulgação feita ontem.

O que o MapBiomas pontuou com relação a Mato Grosso do Sul é que a concessão de autorizações para que ocorra desmatamento vem aumentando, uma condição que também ocorreu no ano passado em Tocantins. 

“Tocantins e Mato Grosso do Sul registraram as maiores proporções de área desmatada com sobreposição a autorizações no Brasil nos últimos sete anos: 68,6% no Tocantins (580.465 ha) e 75,2% em Mato Grosso do Sul (277.357 ha)”, informou o grupo de estudo.

HISTÓRICO
Dentro de um período de 41 anos, Mato Grosso do Sul tem mostrado também variações sobre o seu uso do solo. Os dados consolidados do MapBiomas divulgados ontem indicaram que a agropecuária saiu de 36,5% de ocupação do solo, em 1985, para 58,6%, no ano passado.

A formação florestal nativa caiu de 43,1% no início do período estudado para 23,7%.

Com relação ao Pantanal, os dados mostram uma grande área antes ocupada pela água sendo usada para outros fins.

Em 1985, a superfície de água ou corpo d’água estava em 7,9% da cobertura do território sul-mato-grossense, caindo para 2,3% no ano passado. O bioma vem enfrentando um período de estiagem que começou em 2019 e já persiste há oito anos.

“No Pantanal, o último El Niño teve efeito pronunciado na redução das precipitações, sendo 2024 o ano mais seco da série histórica mapeada. O encolhimento de 4 milhões de hectares de superfícies de água e campos alagados é acompanhado pela inclusão, na Coleção 11, de uma nova classe de mapeamento: a savana alagada, caracterizada por espécies arbóreas distribuídas de forma esparsa em meio à vegetação arbustiva e herbácea ao longo de cursos d’água e planícies de inundação. Essa classe sofreu uma redução de 84% no Pantanal, caindo de 1,1 milhão de hectares em 1985 para 174 mil hectares em 2025”, identificou o
MapBiomas.

O que o grupo de estudos ponderou foi que, em 2025, a Amazônia e o Pantanal permaneceram como os biomas com maior proporção de vegetação nativa, ambos com mais de 80% de seu território ocupado por cobertura nativa.

*SAIBA
Os dados do MapBiomas indicaram que a agropecuária saiu de 36,5% de ocupação do solo, em 1985, para 58,6%, em 2025. A formação florestal nativa caiu de 43,1% para 23,7% no período estudado.

Colaborou Rodolfo César- Fonte:Ce

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