Acordo entre Estado e universidade segue até maio de 2027 para definir as regras de uso do solo, turismo e preservação dos recursos hídricos
Novo Plano Diretor de Bonito ganha mais tempo com prorrogação de estudo técnico da UFRJNovo Plano Diretor de Bonito ganha mais tempo com prorrogação de estudo técnico da UFRJNovo Plano Diretor de Bonito ganha mais tempo com prorrogação de estudo técnico da UFRJNovo Plano Diretor de Bonito ganha mais tempo com prorrogação de estudo técnico da UFRJ.
A definição das novas regras ambientais e urbanísticas de Bonito vai contar com mais tempo de pesquisa no campo. O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) renovaram o acordo de cooperação técnica que venceria neste domingo (26).
Com a mudança, os estudos científicos que vão fundamentar o novo Plano Diretor de Bonito e o diagnóstico do Rio Formoso continuam até maio de 2027.
A pesquisa conta com um investimento de R$ 3,1 milhões e é executada por especialistas da Coppe, o renomado centro de pós-graduação e pesquisa em engenharia da UFRJ.
O objetivo dos cientistas é avaliar a capacidade do ecossistema local e apontar caminhos para garantir que a cidade continue crescendo de forma sustentável.
Por que a pesquisa precisa de mais tempo?
A ampliação do prazo foi necessária para que os pesquisadores consigam acompanhar o comportamento do meio ambiente em diferentes épocas do ano. Como a região de Bonito tem rios de águas cristalinas extremamente sensíveis, as chuvas, a secagem do solo e o movimento de turistas variam bastante de uma estação para a outra.
Para entregar um raio-X completo à prefeitura e aos órgãos de controle, a equipe técnica atua em três frentes de monitoramento:
- Proteção das nascentes: mapeamento dos banhados e pontos de água subterrânea que alimentam o Rio Formoso;
- Qualidade da água: testes periódicos para medir a pureza do rio e sua capacidade de absorver resíduos sem perder a transparência;
- Limite do turismo: levantamento para entender quantos visitantes cada passeio suporta sem causar degradação ambiental.
Todas essas descobertas serão usadas para atualizar o Plano Diretor de Bonito. Na prática, é esse documento que define onde se pode construir, onde a produção agrícola precisa ter restrições e quais áreas de vegetação nativa devem ser totalmente protegidas.
O trabalho conjunto atende a uma cobrança antiga do Grupo de Trabalho (GT) do Rio Formoso, criado para evitar episódios de turbidez e lama nas águas da região.