quinta-feira, 16 julho, 2026 13:49
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A navegadora e escritora Tamara Klink largou o Alasca sozinha rumo ao Atlântico numa nova travessia em alto-mar

de Redação Bonitonet
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A navegadora e escritora Tamara Klink partiu do Alasca em mais uma travessia solo, e desta vez a viagem vem com um recurso inédito para quem acompanha de terra firme: um painel digital aberto ao público. A ferramenta foi desenvolvida pela NTT DATA, empresa de tecnologia da qual ela é embaixadora, e funciona como um diário de bordo com dados atualizados.

Segundo a empresa, o painel exibe a localização da embarcação, a rota já percorrida, a distância navegada, as condições meteorológicas e oceânicas e registros escritos pela própria navegadora ao longo do caminho. A atualização acontece a cada 30 minutos, inclusive quando ela está em áreas remotas, sem cobertura de rede convencional.

O ponto no mapa é a parte fácil

A navegadora Tamara Klink partiu do Alasca em nova travessia solo, e um painel aberto ao público mostra a rota do veleiro a cada 30 minutos. Entenda como funciona.
A navegadora Tamara Klink partiu do Alasca em nova travessia solo, e um painel aberto ao público mostra a rota do veleiro a cada 30 minutos. Entenda como funciona.

Rastrear um veleiro em alto-mar não é novidade nenhuma. Regatas oceânicas transmitem posições há décadas, e a própria Tamara já usava um sistema de tracking em travessias anteriores, com um diário paralelo em texto para quem acompanhava o deslocamento do pontinho no mapa.

O que muda agora é a camada de contexto em volta do ponto. A proposta do painel é reunir vento, clima, rota e distância na mesma tela, para que a posição isolada vire informação legível. Em navegação oceânica, essas variáveis explicam quase tudo: um desvio de rota raramente é escolha estética, e sim resposta a uma frente de vento, a uma corrente contrária ou a gelo à deriva. Nas palavras da navegadora, o painel ajuda a traduzir de forma simples e visual as condições que ela vai enfrentar no oceano.

O detalhe que a fonte não esconde: falta saber a rota

Aqui está o ponto que o próprio comunicado deixa em aberto. A expedição é descrita como uma navegação que ligará o oceano Pacífico ao Atlântico, mas o trajeto não foi informado. E isso não é preciosismo.

Em setembro de 2025, Tamara concluiu a travessia solo da Passagem Noroeste, da Groenlândia ao Alasca, cerca de 6.500 km a bordo do Sardinha 2, um veleiro de aço de 10 metros. Aquela rota já une Atlântico e Pacífico pelo Ártico, e com ela a navegadora se tornou a primeira pessoa da América Latina e a mulher mais jovem do mundo a completá-la sozinha. Ou seja, uma nova ligação entre os dois oceanos pode significar coisas muito diferentes, de uma descida pelo Pacífico até o Cabo Horn a um retorno pelo Ártico em sentido inverso. Distância, duração e escalas também não foram divulgadas.

Uma travessia que começa em alta exposição

A viagem parte logo após o lançamento de Bom dia, inverno, publicado pela Companhia das Letras em maio de 2026. O livro relata os oito meses que ela passou sozinha em um fiorde da Groenlândia, com o barco preso no mar congelado.

Segundo a NTT DATA, a obra lidera há semanas a lista dos mais vendidos do país. Nos rankings públicos da Amazon, aparece em primeiro em categorias como Memórias e entre os primeiros no ranking geral de livros. É nesse momento de visibilidade elevada que a navegadora larga as amarras de novo.

O entorno povoado de uma navegação solitária.

Há uma assimetria que a própria matéria de origem faz questão de registrar, e que vale reproduzir com honestidade. A navegação é solitária, mas o entorno de Tamara, hoje, é bastante povoado de marcas e contratos.

Além da NTT DATA, que se apresenta como a marca há mais tempo ligada a ela e diz acompanhá-la desde 2022, a ENGIE Brasil anunciou em junho que Tamara será sua embaixadora ESG e bancará a descarbonização desta expedição. Ela ainda estrelou uma campanha internacional da Dior neste ano. Do lado da empresa de tecnologia, o enquadramento é explícito: a diretora de Marketing da NTT DATA, Flavia Zannier, afirma que algumas parcerias vão além do branding e contam histórias.

O que observar daqui pra frente

Para quem acompanha, o painel resolve um problema concreto. Até aqui, seguir uma travessia dessas exigia juntar posts de rede social, links de tracking e relatos publicados com atraso. Reunir tudo numa tela só torna a expedição legível para quem não navega.

Duas coisas devem ficar claras nas próximas semanas. A primeira é se o painel se sustenta como registro contínuo, com dados chegando mesmo nos trechos mais difíceis, ou se vira uma vitrine que trava quando a navegação aperta. A segunda é o quanto os números exibidos ali vão além do decorativo, permitindo entender por que ela desviou, por que parou, por que esperou. É nesse ponto que um mapa vira diário de bordo.

A nova travessia de Tamara Klink junta duas coisas que costumam andar separadas: o isolamento absoluto de quem navega sozinha e a possibilidade de qualquer pessoa acompanhar cada movimento pela tela do celular. O barco é de 10 metros, o oceano é imenso, e o pontinho no mapa agora vem com vento, clima e rota ao redor.

Agora queremos ler você. Você acompanharia uma travessia dessas em tempo real, atualizando o painel para ver onde o barco está, ou acha que isso tira um pouco da aventura de navegar sozinho? E na sua opinião, para onde ela vai: Cabo Horn ou de volta pelo Ártico? Comenta seu palpite aqui embaixo. A gente lê tudo.

Fonte:clickpetroleoegas

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