sábado, 4 julho, 2026 17:22
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Brasil chega ao 13º lugar em ranking global de eventos

de @bonitonet
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O Brasil vem consolidando sua posição como um dos principais destinos para eventos internacionais, reforçando uma imagem que vai além do turismo de lazer. Embora o país continue associado às praias, à natureza e à diversidade cultural, o turismo de negócios tem ganhado protagonismo, impulsionado por uma estratégia de descentralização que amplia a participação de novos destinos no mercado global de eventos.

Um dos exemplos desse avanço é a realização do COCAL (Congresso da Associação Latino-Americana da Indústria de Eventos), promovido entre 1º e 3 de julho, no Centro de Eventos do Ceará. O encontro voltou ao Brasil após 11 anos e reforçou o papel do país como sede de eventos internacionais, especialmente fora do tradicional eixo Rio-São Paulo.

Com apoio da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), o Brasil intensificou sua atuação no mercado MICE, diversificando os destinos promovidos no exterior e alcançando um número recorde de eventos associativos internacionais. O total passou de 234 eventos em 2024 para 276 em 2025, um crescimento de quase 18%.

Os resultados também se refletem no ranking da ICCA (International Congress and Convention Association). Entre 2023 e 2025, o Brasil saltou da 23ª para a 13ª colocação mundial, após ocupar a 25ª posição em 2022. No mesmo período, o número de cidades brasileiras presentes na classificação aumentou de 26 para 42, evidenciando a expansão da atividade para diferentes regiões do país.

Esse avanço reforça a estratégia de interiorização dos eventos internacionais. Embora São Paulo e Rio de Janeiro permaneçam entre os principais polos do setor, cidades de outras regiões vêm conquistando espaço. No Nordeste, por exemplo, Fortaleza, Recife e João Pessoa figuram entre os destinos que mais avançaram na edição mais recente do ranking. A escolha da capital cearense para sediar a COCAL 2026 reforça esse movimento.

Para Bruno Reis, presidente da Embratur, a evolução do Brasil é resultado da articulação entre diferentes instituições ligadas ao turismo, à pesquisa e ao setor de eventos. “Esse resultado contribui para o fortalecimento da articulação entre Embratur e organizações ligadas à ciência, pesquisa e ao setor de eventos internacionais, como Convention & Visitors Bureaus, Unedestinos, Brasil CVB, Alagev, Abeoc Brasil, AMPRO, UBRAFE, Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, CNPq, CAPES, entre outras. Essa parceria demonstra o avanço na descentralização e democratização da atividade MICE no nosso território”, comemora.

Insights

Entre os destinos brasileiros mais bem posicionados no ranking da ICCA estão São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas e Belo Horizonte, reflexo da infraestrutura disponível, da diversidade da oferta turística e dos investimentos em promoção internacional.

Reis destaca, porém, que o crescimento vem alcançando cidades de diferentes portes e regiões. “Precisamos destacar que o crescimento não ficou concentrado apenas nos grandes centros tradicionais. Destinos como João Pessoa, Bonito (MS), Campina Grande (PB), Bento Gonçalves (RS), Alto Paraíso (GO), Sorocaba (SP) e Rio Grande (RS) também passaram a integrar o circuito internacional de eventos”, reforça.

De acordo com o relatório ICCA GlobeWatch 2025, os eventos associativos internacionais desempenham papel estratégico no desenvolvimento econômico das cidades, contribuindo para atrair investimentos, talentos, inovação e novas oportunidades de negócios, além de ampliar a visibilidade internacional dos destinos.

Mercado doméstico fortalece competitividade

A força do mercado brasileiro de viagens corporativas também sustenta esse crescimento. Atualmente, o Brasil ocupa a 10ª posição entre os maiores mercados de viagens de negócios do mundo, movimentando cerca de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 135 bilhões) por ano, segundo dados da GBTA (Global Business Travel Association) e da Visa.

Esse desempenho amplia a competitividade do país no segmento MICE e fortalece sua capacidade de atrair congressos, feiras, convenções e viagens de incentivo de alcance internacional.

A realização da COCAL 2026 em Fortaleza deverá reunir representantes de dezenas de países latino-americanos, reforçando o papel do Brasil como articulador regional da indústria de eventos. O encontro também deve impulsionar o intercâmbio de conhecimento, ampliar a cooperação técnica entre os países-membros da associação e gerar novas oportunidades de negócios para o setor na América Latina.

Com o fortalecimento do mercado doméstico e a crescente descentralização dos eventos internacionais, o Brasil amplia sua presença no cenário global do turismo de negócios. A combinação entre infraestrutura, promoção internacional e diversidade de destinos coloca o país em posição cada vez mais competitiva para receber eventos de grande porte e ampliar seus impactos econômicos e institucionais.

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