quarta-feira, 1 julho, 2026 10:30
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Candidatura de Flávio resiste a crises e segue como principal opção da direita para a eleição

de @bonitonet
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Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro se consolida como rival de Lula no segundo turno. (Foto: Hedeson Alves / EFE)

Mesmo após os danos causados pela divulgação do financiamento do filme Dark Horse pelo Banco Master e do vídeo de Michelle Bolsonaro com duras críticas, a nova pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (29), aponta que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) reduziu a diferença para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.

Segundo analistas políticos, o principal pré-candidato da direita conseguiu estancar a trajetória de queda e manter seu núcleo de eleitores cativos. Mesmo sob o impacto de crises ruidosas, o desgaste parou diante da estabilização das intenções de voto, o que o coloca em posição competitiva no segundo turno.

No cenário de primeiro turno, a pesquisa BTG Pactual/Nexus mostra Lula na frente, com 42%, enquanto Flávio amplia as intenções de voto para 34%, um ponto percentual acima do levantamento anterior. Com isso, ele se consolida na segunda colocação em relação aos demais pré-candidatos.

Na simulação de segundo turno, a vantagem do petista desaparece. Os dois aparecem em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais: Lula com 47%, e Flávio com 43%, ganhando também um ponto percentual no comparativo com a última pesquisa.

Metodologia da pesquisa citada: 2.000 entrevistados pelo instituto Nexus entre os dias 26 e 28 de junho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-08521/2026.

Analistas políticos ouvidos pela Gazeta do Povo avaliam que a BTG Pactual/Nexus divulgada trouxe alívio à pré-campanha ao registrar oscilação positiva no segundo turno, sinalizando que os danos dos casos envolvendo Flávio já foram absorvidos por boa parte dos eleitores. Eles ressaltam, no entanto, que o cenário ainda pode mudar.

O episódio Dark Horse — que envolveu vazamentos de conversas e pedidos de recursos de Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro — abalou os índices do senador e ainda deixou como maior prejuízo uma forte elevação da taxa de rejeição para 52%.

A polêmica envolvendo Michelle Bolsonaro, madrasta do presidenciável, trouxe, por sua vez, importantes desafios para a candidatura conservadora, ao afetar a percepção de dois públicos com os quais Flávio já tinha encontrado resistência: as mulheres e os eleitores evangélicos.

O diretor da consultoria política Action, João Henrique Hummel Vieira, avalia que a corrida presidencial continuará sendo influenciada pelos desdobramentos do caso Master e pela postura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em relação à candidatura de Flávio.

Segundo ele, a expectativa é de que as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) revelem novos elementos sobre o escândalo financeiro, político e institucional, ampliando a transparência e produzindo reflexos relevantes sobre o ambiente eleitoral. “As apurações ainda terão consequências”, resume.

Para Vieira, o comportamento de Michelle também tende a impactar a reorganização do campo conservador. “A postura política tem efeitos na política. Os movimentos dela não podem ser ignorados”, ressalta.

Já o cientista político Ismael Almeida avalia que o eleitorado ainda não está plenamente exposto aos fatos relacionados à candidatura de Flávio e, por isso, a melhor avaliação do cenário deve ocorrer a partir do fim de julho — período das convenções partidárias que antecede o início oficial da campanha eleitoral. “Os brasileiros estão com as atenções voltadas para a Copa do Mundo”, acrescenta.

Fonte: GazetadoPovo

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