Rota Bioceânica avança com a ponte bioceânica a 89% de execução, usando 14 mil toneladas de aço e 60 mil m³ de concreto para ligar Porto Murtinho a Carmelo Peralta e acelerar a logística sul-americana
A Rota Bioceânica está mais perto de ganhar um dos seus marcos mais simbólicos: faltam apenas 37 m para o tabuleiro do lado brasileiro e o tabuleiro do lado paraguaio se encontrarem sobre o rio Paraguai, segundo o vídeo do canal Engenheiro Wilson Júnior.
A ponte bioceânica, obra estimada em mais de R$ 575 milhões, chega a cerca de 89% de execução e busca concluir o encontro ainda em abril, etapa que exige precisão milimétrica e ajustes finos de engenharia nos metros finais.
Onde fica a ponte e por que ela é peça-chave
A ponte bioceânica fica na fronteira entre Brasil e Paraguai, ligando Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. Ela é apresentada como uma das maiores obras de engenharia da América do Sul e como peça central para conectar a Rota Bioceânica.
A rota comercial estratégica descrita no vídeo promete ligar o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico por terra, reduzindo custos, diminuindo tempo de exportação e aumentando a competitividade de exportadores do Brasil, do Paraguai, da Argentina e do Chile.
Os números que explicam a dimensão da obra
Rota Bioceânica: ponte bioceânica no rio Paraguai avança e mira duela de fechamento; ponte estaiada chega a 89% e faltam 37 m.
A estrutura soma cerca de 1.294 m de extensão total, com 350 m de trecho livre sobre as águas do rio Paraguai, um vão sustentado por cabos de aço para manter o desenho estaiado.
Na construção, são citados mais de 60.000 m³ de concreto e cerca de 14.000 toneladas de aço, além de cerca de 168 tirantes no trecho estaiado, totalizando aproximadamente 688 toneladas de cabos de aço.
Por que a ponte estaiada facilita a navegabilidade do rio
A ponte é descrita como estaiada, método moderno para vencer grandes vãos. O objetivo é não ter pilares no vão central do rio, permitindo a navegabilidade do rio Paraguai e mantendo o trecho livre sobre a água.
O tabuleiro avança sucessivamente em ambos os lados do mastro, com peças avançando do lado brasileiro e do lado paraguaio para que o encontro aconteça no mesmo ponto e no mesmo tempo.
O que significa “fechar” a ponte e por que faltam só 37 m
O encontro final ocorre na duela de fechamento, instalada quando os dois lados chegam ao ponto exato. Por isso, não basta estar perto: os últimos metros exigem alinhamento preciso, porque qualquer diferença pode aparecer justamente na hora do encaixe.
O vídeo destaca que variações de temperatura, deformidades do material e diferenças no tensionamento dos estais podem gerar desalinhamento, e a correção passa por tensionar um pouco mais os cabos de um lado ou do outro até que tudo fique exatamente igual antes de produzir a duela no local.
Trabalhos acelerados para concluir ainda em abril
As equipes devem trabalhar de forma contínua para finalizar o encontro entre Brasil e Paraguai ainda em abril, com a meta de concluir o trecho estaiado sobre as águas do rio Paraguai até o fim do mês.
A ideia apresentada é coroar essa etapa com o fechamento do tabuleiro, consolidando o ponto mais simbólico da obra.
Impacto logístico e integração internacional de materiais
O vídeo menciona que a execução depende de componentes e tecnologias vindos de várias partes do mundo. São citadas ancoragens da Europa, sistemas estruturais da Itália e componentes industriais da China, além de itens de outras origens.
A mensagem final é que esses 37 m representam mais do que unir dois países: é criar uma nova economia, uma nova rota e um novo destaque para a engenharia do continente sul-americano, com potencial de mudar o mapa logístico da região.
Fonte: CPG