quinta-feira, 26 fevereiro, 2026 19:45
Home AgronegócioMarço: clima favorece agricultura no Brasil?

Março: clima favorece agricultura no Brasil?

de @bonitonet
0 comentários

A previsão climática para março de 2026 aponta cenário de contrastes entre as regiões do país. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), são esperados volumes de chuva acima da média em áreas do Norte e do Nordeste, enquanto parte do Sul e também pontos da Região Norte devem registrar precipitações abaixo da média histórica.

No Norte, o prognóstico indica acumulados de até 50 milímetros acima da média no centro-leste do Pará, em todo o Amapá, em grande parte do Tocantins e em áreas do Amazonas. Em contrapartida, o sudoeste do Pará, o sul e o norte de Rondônia, o nordeste e o sul do Amazonas e o sul do Acre devem ter volumes inferiores à média. Em Roraima e em outras áreas da região, a tendência é de chuvas próximas à climatologia de março.

No Nordeste, a previsão é de chuva até 50 milímetros acima da média em praticamente todos os estados, com destaque para Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. No sul da Bahia, no leste de Pernambuco e nos estados de Sergipe e Alagoas, os acumulados devem ficar próximos da média histórica.

Para o Centro-Oeste, o INMET prevê chuva acima da média no oeste de Goiás, no centro-leste do Mato Grosso e no sudoeste do Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, os volumes devem permanecer próximos ao padrão climatológico do mês.

No Sudeste, a tendência é de precipitações acima da média no centro-norte de São Paulo e em áreas do centro-norte de Minas Gerais. Já a maior parte do estado do Rio de Janeiro deve registrar chuva abaixo da média. No restante da região, os acumulados devem ficar próximos do esperado para março.

Na Região Sul, o prognóstico aponta predomínio de chuva abaixo da média em praticamente todo o Paraná, no centro-oeste de Santa Catarina e no norte e na faixa costeira do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas do Sul, os volumes previstos são próximos da média histórica.

Em relação às temperaturas, a previsão indica valores acima da média em grande parte do país. No Norte, predominam temperaturas próximas à climatologia, com exceção do centro-sul de Roraima, onde os termômetros podem marcar até 0,4°C acima da média, e do extremo-norte do Amapá, Roraima e Amazonas, onde são esperados valores até 0,4°C abaixo do padrão histórico.

No Nordeste, as temperaturas devem ficar até 0,6°C acima da média em grande parte da Bahia, Pernambuco e no centro do Maranhão. Nas demais áreas, os valores tendem a permanecer próximos da média.

No Centro-Oeste, o prognóstico indica temperaturas médias até 1°C acima da climatologia em todo o Mato Grosso do Sul, além de valores mais elevados em grande parte de Goiás e no centro-sul do Mato Grosso.

No Sudeste, Minas Gerais e São Paulo devem registrar temperaturas até 1°C acima da média, enquanto Rio de Janeiro e Espírito Santo tendem a permanecer próximos do padrão histórico. No Sul, a previsão também indica temperaturas acima da média na maior parte dos estados, com exceção do oeste do Paraná, do leste de Santa Catarina e da faixa costeira do Rio Grande do Sul, onde os valores devem ficar próximos da média.

O INMET destaca possíveis reflexos nas atividades agrícolas. No Norte, “a previsão de volumes de chuva próximos ou acima da média em grande parte da região, bem como temperaturas do ar próximas à média, deve favorecer a reposição e manutenção dos estoques de água no solo”, contribuindo para o desenvolvimento da soja, especialmente no Tocantins e no sudeste do Pará. O cenário também pode beneficiar o início do milho segunda safra.

No Nordeste, “a previsão de chuvas acima da média e as temperaturas dentro ou ligeiramente acima da climatologia” tende a favorecer a recuperação parcial da umidade do solo e reduzir o estresse hídrico em áreas de sequeiro, com impacto positivo sobre lavouras temporárias e pastagens.

Para o Centro-Oeste, o instituto informa que “as chuvas próximas e acima da média associadas à ocorrência de temperaturas elevadas” devem manter a umidade do solo e sustentar as lavouras de primeira safra, como soja e algodão, além de contribuir para o estabelecimento das culturas de segunda safra. O órgão alerta, no entanto, que temperaturas mais elevadas podem ampliar a evapotranspiração e acelerar o consumo de água no solo.

No Sudeste, as chuvas previstas tendem a manter níveis favoráveis de umidade, beneficiando cana-de-açúcar, soja e milho segunda safra, além das pastagens. Já no Sul, a combinação de chuva ligeiramente abaixo da média e temperaturas acima do padrão histórico pode elevar a evapotranspiração, reduzir a disponibilidade de água no solo e prejudicar lavouras em fases finais do ciclo, além de exigir maior atenção ao manejo forrageiro.

Fonte: Agrolink

Você também pode gostar

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00