quarta-feira, 4 fevereiro, 2026 01:03
Home MancheteCom eclipses e Lua Azul, 2026 promete espetáculo astronômico

Com eclipses e Lua Azul, 2026 promete espetáculo astronômico

de Redação Bonitonet
0 comentários

O ano começa com promessas no céu e termina com espetáculo garantido para quem gosta de observar os astros. Em 2026, o calendário astronômico terá quatro eclipses, 13 luas cheias e chuvas de meteoros ao longo de todos os meses, transformando o período em um dos mais movimentados da década para quem acompanha os fenômenos espaciais. As informações são do Observatório Nacional.

O primeiro eclipse do ano acontece já em 17 de fevereiro, quando ocorre um eclipse solar anular, conhecido como “Anel de Fogo”. Nesse tipo de evento, a Lua cobre o centro do Sol e deixa visível apenas um aro luminoso ao redor. O fenômeno poderá ser observado principalmente na Antártica e em regiões do hemisfério sul, mas não terá visualização direta no Brasil.

Poucas semanas depois, em 3 de março, ocorre um eclipse lunar total, popularmente chamado de “Lua de Sangue”, quando a Lua atravessa completamente a sombra da Terra e adquire um tom avermelhado. Diferentemente do eclipse solar, esse fenômeno poderá ser visto em Mato Grosso do Sul, além de outras regiões das Américas, da Austrália e do leste da Ásia.

O evento mais raro do ano acontece em 12 de agosto, com um eclipse solar total. A sombra da Lua vai cruzar áreas do Ártico, Groenlândia, Islândia e o norte da Espanha, transformando o dia em noite por alguns minutos. Apesar do impacto visual impressionante, o fenômeno não será visível no Brasil.

Fechando o calendário de eclipses, na noite entre 27 e 28 de agosto, ocorre um eclipse lunar parcial profundo, com cerca de 93% da superfície da Lua encoberta. Mesmo sem atingir a totalidade, o fenômeno promete um efeito visual marcante e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul.

Chuvas de meteoros e alinhamentos planetários

Além dos eclipses, 2026 terá 11 períodos de chuva de meteoros, com destaque para os meses de julho, agosto, novembro e dezembro. As melhores datas para observação, segundo especialistas, são as noites de 12 para 13 de agosto (Perseidas) e 13 para 14 de dezembro (Geminídeas), quando as condições de visibilidade costumam ser mais favoráveis.

Já em janeiro, Júpiter e Saturno permanecem visíveis durante todo o mês, além de conjunções planetárias — quando dois ou mais astros parecem muito próximos no céu por causa do alinhamento de suas órbitas.

2026 terá 13 luas cheias

Outro destaque do ano é o número de luas cheias acima da média. Enquanto a maioria dos anos tem 12, 2026 terá 13, porque o mês de maio contará com duas. A segunda é conhecida como Lua Azul, fenômeno que ocorre, em média, a cada dois anos e meio.

A superlua de dezembro será a mais próxima da Terra em 2026, a cerca de 356,7 mil quilômetros, o que fará o satélite natural parecer maior e mais brilhante no céu.

Mesmo quando não forem visíveis a olho nu no Brasil, os principais eclipses do ano poderão ser acompanhados por transmissões ao vivo do Observatório Nacional, dentro do programa O Céu em Sua Casa, que reúne pesquisadores para explicar cada fenômeno e orientar o público sobre as melhores formas de observação.

Fonte:EFMS

Você também pode gostar

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00