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‘100 dias’: filme sobre a travessia de Amyr Klink a remo sozinho pelo Atlântico ganha trailer

de @bonitonet
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Longa estrelado por Filipe Bragança tem estreia nos cinemas prevista para o dia 29 de outubro, data que marcou o início da expedição do navegador da África ao Brasil há 42 anos

O filme “100 dias”, que retrata a travessia do brasileiro Amyr Klink da África ao Brasil sozinho em um barco a remo, ganhou seu primeiro trailer nesta quarta-feira (10).

Dirigido por Carlos Saldanha, de “Rio”, A Era do Gelo” e “O Touro Ferdinando”, o filme tem estreia prevista para 29 de outubro, dia que marca o início de sua expedição pelo Atlântico Sul, em 1984, iniciada na cidade de Lüderitz, na Namíbia.

O filme retrata as experiências vividas por Amyr Klink durante a histórica travessia solitária entre a África e o Brasil. Ao longo da jornada, o navegador enfrentou não apenas os desafios impostos pelo oceano, pelas condições climáticas e os limites físicos do próprio corpo, mas também uma intensa batalha emocional contra a solidão, a incerteza e o medo.

O relato dessa aventura inspirou o best-seller “Cem Dias Entre Céu e Mar”, obra que se tornou um dos maiores clássicos da literatura de viagem brasileira.

O filme é estrelado por Filipe Bragança, atualmente protagonista da novela “Coração Acelerado”, e conta com a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu, a Sylvie na série“Emily em Paris”, como Asa Klink, mãe do navegador. Também estão no elenco os brasileiros Felipe Camargo e João Vitor Silva, que interpretam o pai e o irmão de Amyr, respectivamente. 

Confira abaixo o trailer do filme:

A travessia de Amyr Klink

Em 1984, o navegador brasileiro Amyr Klink entrou para a história ao realizar a primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul. Aos 29 anos, ele partiu da costa da Namíbia, na África, e chegou à praia da Espera, na Bahia, após 100 dias sozinho no mar.

Logo no início da jornada, Amyr enfrentou um dos momentos mais difíceis da expedição. Ao cruzar uma região de fortes correntes próxima à costa africana, seu barco virou três vezes. A situação só não terminou em tragédia porque a embarcação havia sido projetada com um sistema especial idealizado pelo próprio navegador, que permitia ao barco retornar sozinho à posição correta após capotar.

Foto do navegador Amyr Klink em 1984, durante sua viagem da África ao Brasil (Créditos: Amyr Klink)

Sem a tecnologia do GPS, que ainda não existia na época, Amyr se guiava pelos astros e utilizava um sextante para navegar. As comunicações por rádio também eram fundamentais para acompanhar sua posição em alto-mar.

A travessia exigiu grande esforço físico do navegador, que chegou a remar até 110 quilômetros em apenas um dia. Em outros momentos, precisou interromper o avanço e esperar grandes tempestades passarem. A viagem também foi marcada pelo contato com a vida marinha, incluindo baleias, tartarugas e tubarões, além da convivência diária com ondas de diferentes tamanhos e comportamentos.

Amyr Klink falou sobre como era comer em alto-mar durante passagem por SJC

Navegador participou de edição do festival Mais Gastronomia em 2022 (Créditos: Arquivo pessoal)

Em 2022, Amyr Klink participou do Festival Mais Gastronomia, realizado pelo portal spriomais no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos.

Durante o bate-papo com o público, o navegador e escritor falou sobre os bastidores de suas expedições e contou como mantinha uma alimentação equilibrada durante os longos períodos em alto-mar, compartilhando curiosidades sobre a rotina a bordo e os desafios de passar meses navegando e comendo sozinho.

Fonte:spriomais

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