A subtenente da PM (Polícia Militar) Marlene de Brito Rodrigues, 59 anos, foi encontrada morta com tiro no pescoço em casa, no Bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O companheiro, Gilberto Jarson, 50 anos, foi preso e denunciado pelo crime de feminicídio, além de porte ilegal de arma e armazenamento de pornografia infantil.
Sandra Rodrigues, irmã de Marlene, lembra que sempre foi o sonho dela vestir farda. Após se formar em Letras, ingressou na Polícia Militar. Se aposentou e voltou à ativa, trabalhando no Comando Geral da PM.
Nas redes sociais, a militar foi julgada por não ter saído de relacionamento abusivo e tóxico. Mas nenhuma mulher está imune à violência de gênero.
Caso – O crime ocorreu em abril de 2026, no Conjunto Habitacional Estrela Dalva, em Campo Grande, e causou forte comoção por se tratar de uma das pioneiras da Polícia Militar feminina no Estado. Marlene atuou na antiga Companhia Florestal e trabalhava no Comando-Geral da corporação. Ela foi encontrada morta de farda, caída perto da janela da sala da residência onde morava com o companheiro.
No dia do crime, um policial militar que passava pela região ouviu o estampido do disparo e entrou na residência. Ele flagrou Gilberto Jarson na sala, com um revólver calibre .38 nas mãos, enquanto fazia ligações telefônicas. Ao checar o histórico do aparelho celular do suspeito, os policiais constataram que ele havia telefonado para a Polícia Militar, para o próprio cunhado e para o advogado de defesa logo após o tiro que atingiu a subtenente.
Durante os primeiros depoimentos na delegacia, o homem apresentou versões contraditórias. Inicialmente, afirmou que estava no quintal, cobrindo uma motocicleta com uma lona, e que não viu quando a companheira pegou a arma. Em seguida, mudou a versão e alegou que suas mãos poderiam ter vestígios de pólvora porque teria entrado em luta corporal com a vítima para tentar evitar o disparo.
As versões do suspeito foram contestadas por testemunhas e vizinhos do casal ouvidos após a ocorrência. Moradores relataram histórico de brigas frequentes e barulhentas, além de gritos e pedidos de socorro vindos da casa em ocasiões anteriores ao crime.
Fonte:Campo Grande News