Imagens registradas por moradores retratam o desespero e a destruição durante terremotos; tremor de magnitude 7,5 foi o mais forte no país em mais de um século.
O número de mortes provocadas pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira, 24, mais que dobrou nas últimas 24 horas e chegou a 589.
“Lamentavelmente, já temos 589 pessoas mortas”, disse a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nesta sexta-feira, 26, durante uma reunião com comandantes militares e representantes civis venezuelanos, exibida pela televisão estatal.
Na noite de quinta-feira, 25, o ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, havia confirmado a morte de 235 pessoas, com pelo menos 4,3 mil feridos. Entre os mortos estão ao menos nove portugueses, quatro espanhóis, dois chineses e dois brasileiros.
O número de vítimas fatais ainda deve subir, já que as buscas por desaparecidos continuam. O número de desaparecidos foi atualizado pela última vez na tarde de quinta-feira, quando o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que 157 pessoas ainda não haviam sido localizadas e que mais de 200 permaneciam presas sob os escombros.
No entanto, uma plataforma extraoficial já registra mais de 50 mil desaparecidos até a manhã desta sexta-feira. Os dados são atualizados pela população e não têm confirmação oficial do governo venezuelano.
Ao menos 17 países ao redor do mundo, incluindo Espanha, Alemanha, Itália, China e Índia, têm oferecido ajuda nas buscas e na reconstrução das regiões afetadas.
Na quinta-feira, um general do Comando Sul dos Estados Unidos chegou a Caracas para “supervisionar” o apoio de Washington. A corporação afirmou que ele “está trabalhando em estreita colaboração com seus aliados para planejar, coordenar e dirigir” as operações das Forças Armadas destinadas a salvar vidas e prestar “assistência humanitária nas áreas afetadas”.
No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias, como forma de auxiliar no atendimento às vítimas./Com informações da AFP