sábado, 4 julho, 2026 15:43
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Tereza Cristina estabelece ‘distância de segurança’ de Flávio; entenda

de @bonitonet
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Ex-ministra de Bolsonaro se distanciou do presidenciável do PL após crise gerada por declarações machistas de conselheiro de Flávio

Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem mantido uma “distância de segurança” do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.

O distanciamento ocorreu depois que Flávio se calou por vários dias diante de falas machistas de um de seus conselheiros políticos, o blogueiro Paulo Figueiredo. Em uma live, ele atacou o eleitorado feminino, que representa mais da metade dos votantes do País, ao dizer que “mulher vota mal para caralho”.

Tereza Cristina sai pela tangente
Apesar do convite feito por Flávio Bolsonaro e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha do presidenciável do PL, Tereza preferiu não comparecer ao encontro com mulheres que os bolsonaristas promoveram, e, ao lado de Damares Alves e da própria Michelle Bolsonaro, esvaziou o evento.

Conforme apurou a Coluna do Estadão, Marinho chegou a ligar para Tereza na manhã desta quarta-feira, 1, para saber se ela iria, mas a senadora saiu pela tangente e alegou ter outro compromisso no mesmo horário, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A aliados, a senadora nega que haja qualquer “boicote” a Flávio, que inclusive já pediu que a ex-ministra ajude a elaborar o trecho de seu programa de governo sobre o agronegócio. Tereza apenas avaliou, segundo pessoas próximas, não ser o melhor momento para aparecer ao lado do candidato a presidente.

A vice dos sonhos de Valdemar
Tereza Cristina é considerada a vice dos sonhos para Flávio, e conta com a simpatia do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de quem é amiga próxima, e de boa parte do entorno de Flávio. À Coluna, porém, ela já disse que ocupar a vaga não faz parte de seus planos na política.

A senadora também foi cotada para vice de Jair Bolsonaro na chapa que disputou a reeleição, em 2022, mas a vaga acabou sendo ocupada pelo general da reserva Walter Braga Netto, que está preso por sua participação nos atos golpistas do 8 de Janeiro.

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