Senadora de Mato Grosso do Sul afirmou que já conversou com Davi Alcolumbre sobre a sucessão da Casa; ela também criticou a pressa para votar a PEC do fim da escala 6×1 e defendeu discussões sobre o impeachment de ministros do STF.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (12) que pretende disputar a presidência do Senado Federal para se tornar a primeira mulher a ocupar o comando da Casa. Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, ela disse que já conversou sobre a possibilidade com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros parlamentares.
A senadora está na metade do mandato de oito anos e afirmou que ainda não decidiu se tentará a reeleição. Segundo ela, assumir a presidência do Senado seria uma forma de deixar um legado, especialmente para as mulheres. “Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado”, afirmou.
Tereza Cristina explicou que a possibilidade de suceder Alcolumbre depende das articulações políticas e da composição do Senado a partir de 2027. Questionada sobre a chance de concorrer contra o atual presidente, ela disse que o cenário ainda não está definido.
“Eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora, a sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois”, declarou.
Sucessão depende de articulações políticas
A senadora também mencionou o senador Rogério Marinho (PL-RN), que manifestou interesse em disputar a presidência do Senado. Tereza Cristina afirmou que tem maior proximidade política com ele por integrar o campo de centro-direita.
Segundo a parlamentar, o resultado do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, também deverá influenciar as negociações em torno da escolha do próximo presidente da Casa.
A eleição para o comando do Senado está prevista para o início da próxima legislatura, em 2027. A definição dependerá dos acordos entre partidos e bancadas, além da composição política formada após as eleições.
Senadora critica pressa para votar fim da escala 6×1
Durante a entrevista, Tereza Cristina também comentou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na escala de trabalho 6×1, regime em que o trabalhador atua por seis dias e descansa um.
A votação da proposta está prevista para quarta-feira (14), no Senado. A parlamentar afirmou que pretende discutir com integrantes da oposição possíveis emendas para modificar o texto e defendeu mais tempo para avaliar os efeitos da mudança sobre diferentes setores da economia.
Na avaliação da senadora, a pressa para votar a proposta pode ter motivação eleitoral, já que o tema está em debate durante a campanha presidencial. “Talvez a pressa seja eleitoreira. Nós precisaríamos ter mais tempo para essa discussão”, afirmou.
Ela disse que pretende buscar alterações no texto antes da votação. Entre as preocupações citadas estão os possíveis efeitos sobre os preços, a oferta de trabalhadores e as particularidades de atividades econômicas que funcionam em regimes diferentes.
Apesar das críticas à proposta em discussão, Tereza Cristina ressaltou que não é contrária à ampliação do descanso semanal dos trabalhadores. Para ela, o tema precisa ser debatido com cautela antes de uma mudança na Constituição.
Impeachment de ministros do STF
A senadora também avaliou que há espaço político no Senado, a partir de 2027, para discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Tereza Cristina, o tema ganhou destaque durante a campanha eleitoral e deverá ser uma das cobranças feitas aos parlamentares eleitos. “Eu vejo ambiente, sim, vejo que foi uma pauta”, afirmou.
A parlamentar disse que a discussão sobre a atuação do Supremo não deve ser a única prioridade da próxima legislatura, mas defendeu que os senadores analisem os questionamentos apresentados sobre a Corte. “Esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Fonte:efms