Tecnologia leva inteligência artificial à pós-colheita e amplia eficiência no agro

A transformação digital no agronegócio brasileiro avança mais uma etapa estratégica: a pós-colheita.

Depois da expansão das tecnologias voltadas ao plantio e ao manejo das lavouras, empresas de tecnologia começam a direcionar investimentos para soluções capazes de reduzir perdas, aumentar a eficiência operacional e melhorar a gestão do armazenamento de grãos.

O movimento acompanha a crescente adoção da inteligência artificial , da computação de borda (Edge AI) e da análise de dados em tempo real no campo. A proposta é apoiar produtores, cooperativas e unidades armazenadoras na tomada de decisões, especialmente em atividades que dependem de monitoramento contínuo e resposta rápida.

A BlueShift anunciou a criação da BlueShift Agro, spin-off dedicada ao desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para a etapa de pós-colheita. A iniciativa reúne projetos voltados ao monitoramento da qualidade dos grãos, automação operacional e integração de informações geradas em armazéns.

Entre as tecnologias em desenvolvimento está um agente de inteligência artificial integrado a rádios VHF e UHF, que permite aos operadores consultar informações técnicas, registrar ocorrências e abrir chamados por comando de voz, mesmo em locais sem acesso à internet. A solução utiliza processamento local, característica da Edge AI, reduzindo a dependência de conectividade para operações em campo.

A empresa também trabalha em uma plataforma que reúne, em um único ambiente, dados provenientes de secadoras, sistemas de aeração e silos. A integração das informações permite acompanhar a operação em tempo real e fornecer indicadores para apoiar a gestão de cooperativas e unidades armazenadoras.

Fonte:R7

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