terça-feira, 7 abril, 2026 16:19
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“Surto” de chikungunya em MS preocupa autoridades da Saúde

de @bonitonet
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Dourados registra “boom” da doença, com seis mortes registradas

Doença é causada pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela dengue e zika | Divulgação: Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul registrou 3.657 casos prováveis e 1.764 casos confirmados de chikungunya em 2026, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Até o momento, sete óbitos foram confirmados pela doença, nos municípios de Dourados, Bonito e Jardim. Três das vítimas possuíam algum tipo de comorbidade.

O número de casos teve um salto em março, sendo seis das sete mortes registradas nesse mês. A maioria delas (cinco) em Dourados, município 228 quilômetros distante da Capital, que enfrenta um “surto” da doença.

Na tentativa de conter o vírus, causado pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela dengue e zika, o Ministério da Saúde enviou 50 novos agentes de combate às endemias para atuar exclusivamente no território indígena de Dourados.

“Esses profissionais serão decisivos nessa força-tarefa, pois, além de conhecerem o território, fortalecem o cuidado direto nas comunidades. Estamos atuando tanto na resposta imediata, com a contratação de 50 agentes, quanto no fortalecimento estrutural, com a ampliação da força de trabalho e novos investimentos. Nosso compromisso é garantir uma resposta efetiva agora e promover melhorias permanentes na atenção à saúde indígena”, disse a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), Lucinha Tremembé.

Segundo a pasta, desde o início da emergência, 40 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos, foram mobilizados pela FN-SUS para atuação tanto no território indígena quanto em Dourados e Itapoã.

As equipes, em conjunto com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, realizam visitas domiciliares, ações de educação em saúde, reorganização do fluxo assistencial e ampliação da busca ativa, com atuação integrada às redes locais de saúde.

Já os agentes de saúde e de combate às endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região. As ações incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. Em uma dessas mobilizações, cerca de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, com recolhimento de quatro caminhões de materiais e visitas a aproximadamente 250 domicílios.

O Ministério da Saúde também vai instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), que auxiliam na interrupção do ciclo de reprodução do mosquito. Das 300 unidades já enviadas ao estado, 160 foram instaladas no bairro Jóquei Clube e em regiões adjacentes, como Santa Felicidade e Santa Fé.

A doença

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, sendo a principal forma de prevenção o controle do vetor, ou seja, a eliminação de focos do mosquito, como caixas d’água destampadas, pratos de plantas, pneus, calhas, ralos, lonas e recipientes que possam acumular água parada.

Também é indicado o uso de à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas do corpo. Esse repelente também pode ser aplicado sobre as roupas, seguindo as indicações do fabricante em relação à faixa etária e à frequência de aplicação.

Sintomas

Dentre os sintomas da chikungunya, estão:

  • Febre alta;
  • dor muscular;
  • dor de cabeça;
  • fadiga.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) chama a atenção para a automedicação, que não é indicada para pessoas que apresentam sintomas de dengue ou chikungunya, e orienta que, em caso de suspeita das doenças, o cidadão procure por uma unidade de saúde do município.

Fonte: SES

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