Soja teve média semanal de R$ 144,67 e milho de R$ 54,37, segundo levantamento da Aprosoja/MS
Os preços da soja e do milho perderam força em Mato Grosso do Sul na primeira semana de outubro, mas continuam em um patamar superior ao registrado há um ano. O movimento ocorreu mesmo com a comercialização avançada das duas culturas e em um momento de transição entre a safra colhida e o início de um novo ciclo agrícola no Estado.
Segundo levantamento da Aprosoja/MS divulgado nesta terça-feira (6), a saca de 60 quilos de soja terminou a segunda-feira (5) cotada, em média, a R$ 138,43. Uma semana antes, em 28 de setembro, o valor era de R$ 146,06, queda de 5,23%.
Apesar da retração, a média da soja no período ficou em R$ 144,67 por saca, valor 17,62% maior que os R$ 123 registrados no mesmo intervalo de 2025.
Entre os municípios acompanhados pela entidade, Ponta Porã teve a maior queda. A cotação passou de R$ 146 para R$ 135,50 por saca, recuo de 7,19%. Em Campo Grande, o preço caiu de R$ 148 para R$ 139, uma redução de 6,08%.
No fechamento de segunda-feira, Dourados registrou R$ 140 por saca, Maracaju ficou em R$ 138,50, enquanto Sidrolândia e Sonora apresentaram referência de R$ 138.
O milho também apresentou queda, embora menos intensa. A média estadual passou de R$ 55 para R$ 53,67 por saca entre 28 de setembro e 5 de outubro, retração de 2,42%. Ainda assim, a média semanal foi de R$ 54,37, 6,23% acima dos R$ 51,18 observados no mesmo período do ano passado.
A trajetória dos preços, porém, não foi uniforme entre os municípios. Chapadão do Sul foi o único da tabela analisada pela Aprosoja/MS a registrar valorização. A saca passou de R$ 56 para R$ 58, alta de 3,57%.
Na outra ponta, Maracaju teve a maior redução, de 5,45%, encerrando o período em R$ 52 por saca. Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia terminaram a segunda-feira com cotação de R$ 53.
Comercialização
O recuo dos preços ocorre com a safra de soja 2025/2026 praticamente comercializada no Estado. Até 5 de outubro, 92% da produção já havia sido negociada, índice 1,5 ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ciclo anterior.
No milho de segunda safra, o ritmo de comercialização era menor. As vendas alcançaram 53% da produção, um ponto percentual abaixo do índice registrado um ano antes.
A diferença no ritmo de venda ocorre em um cenário de encerramento da colheita do milho e início da implantação da nova safra de soja. De acordo com a Aprosoja/MS, a colheita do milho segunda safra 2025/2026 chegou a 99,96% da área acompanhada até 2 de outubro, indicando que o ciclo está praticamente encerrado no Estado.
Nova safra de soja
Enquanto os produtores avançam na comercialização da produção anterior, a soja 2026/2027 começa a ocupar as áreas agrícolas de Mato Grosso do Sul. O monitoramento mais recente da Aprosoja/MS aponta que o plantio havia alcançado 18% da área acompanhada até o início de outubro.
O avanço, porém, ocorre de maneira desigual. A região Sul apresentava 25,3% da área plantada e a região Centro, 11,4%. No Norte, o plantio ainda não chegava a 0,4% devido à irregularidade das chuvas.
Para a nova temporada, a estimativa é de 4,874 milhões de hectares destinados à soja, aumento de 5,5% em relação à safra anterior. A produtividade projetada é de 52,4 sacas por hectare, com produção estimada em 15,331 milhões de toneladas.
Na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul encerrou o ciclo com produtividade média de 60,40 sacas por hectare e produção de 16,744 milhões de toneladas, segundo o balanço final da Aprosoja/MS, Famasul e Semadesc.
O cenário coloca produtores diante de um período de atenção aos preços, ao clima e aos custos de produção. Para a safra 2026/2027, estudo da Aprosoja/MS estima custo médio de R$ 5.024,82 para produzir um hectare de soja, o que equivale a uma necessidade de 42,04 sacas por hectare para cobrir os custos calculados pela entidade.
Fonte:EFMS