Setembro terá Lua cheia, quatro fases lunares e encontro aparente com Vênus

Satélite natural passa pelas principais fases ao longo do mês; Lua cheia ocorre no dia 26 e poderá ser observada após o anoitecer

Mês começa com a Lua caminhando para a fase minguante e termina com o satélite completamente iluminado; encontro visual com Vênus também poderá ser observado no céu brasileiro

O céu de setembro terá uma sequência completa das principais fases da Lua e ainda reservará um encontro aparente entre o satélite natural da Terra e Vênus. Ao longo do mês, a Lua passará pelo quarto minguante, pela fase nova, pelo quarto crescente e, no dia 26, chegará à Lua cheia, às 13h49, pelo horário de Brasília.

A primeira mudança acontece já nesta quinta-feira (4), quando a Lua entra na fase de quarto minguante, às 4h51. Na sequência, o satélite chega à Lua nova no dia 11, por volta de 0h27. O quarto crescente ocorre em 18 de setembro, às 17h43, e a Lua cheia fecha a sequência no dia 26.

Os horários são calculados para o horário de Brasília. Como a mudança de fase pode acontecer próxima da meia-noite, a data pode ser diferente em algumas regiões brasileiras devido aos fusos horários.

Veja o calendário das fases da Lua em setembro:

🌗 Quarto minguante: 4 de setembro, às 4h51;
🌑 Lua nova: 11 de setembro, às 0h27;
🌓 Quarto crescente: 18 de setembro, às 17h43;
🌕 Lua cheia: 26 de setembro, às 13h49.

Lua cheia acontece durante o dia

O principal destaque do calendário lunar de setembro ocorre no dia 26. A Lua atingirá oficialmente a fase cheia às 13h49, quando estará totalmente iluminada pelo Sol na perspectiva de quem observa da Terra.

Como a mudança de fase acontecerá durante o dia, o melhor momento para observar a Lua cheia será depois do anoitecer. O horário em que ela aparece no horizonte varia de acordo com a localização do observador.

Na data, a Lua deverá nascer aproximadamente às 18h11 em São Paulo, às 17h56 no Rio de Janeiro, às 17h15 em Recife, às 18h12 em Brasília e às 18h33 em Porto Alegre.

Apesar da aparência mais brilhante e do disco praticamente completo, a Lua cheia de setembro não será considerada uma superlua.

Isso acontece porque o termo é utilizado para designar a Lua cheia que ocorre próxima ao perigeu, ponto da órbita em que o satélite fica mais próximo da Terra. Em setembro, o perigeu ocorrerá no dia 6. Já na noite da Lua cheia, no dia 26, a Lua estará a aproximadamente 379 mil quilômetros do planeta.

Lua e Vênus terão aproximação aparente

Outro fenômeno que poderá chamar a atenção no céu ocorre em 14 de setembro, quando a Lua e Vênus aparecerão próximos para quem observa da Terra.

A menor separação aparente entre os dois astros ocorrerá durante o dia no Brasil. Ainda assim, no começo da noite, será possível observar a Lua crescente e Vênus relativamente próximos na direção oeste, desde que as condições de visibilidade sejam favoráveis.

A aproximação, porém, é apenas uma questão de perspectiva. Lua e Vênus estarão muito distantes um do outro no espaço, mas a posição dos dois astros no céu fará com que pareçam ocupar uma região próxima quando vistos da Terra.

Por que a Lua muda de fase?

A Lua não emite luz própria. O brilho observado no céu é resultado da luz do Sol refletida pela superfície lunar.

Metade da Lua está sempre iluminada pelo Sol. O que muda durante o mês é a quantidade dessa região iluminada que pode ser vista da Terra, conforme o satélite percorre sua órbita ao redor do planeta.

Na Lua nova, a parte iluminada está voltada principalmente para o lado oposto ao da Terra, fazendo com que o disco lunar fique praticamente invisível. Nos dias seguintes, a porção iluminada que pode ser observada aumenta gradualmente.

Quando chega ao quarto crescente, aproximadamente metade do disco lunar visível está iluminada. A área clara continua crescendo até chegar à Lua cheia, quando praticamente toda a face voltada para a Terra aparece iluminada.

Depois, o processo se inverte. A parte iluminada que pode ser vista começa a diminuir, passa pelo quarto minguante e continua encolhendo até uma nova Lua nova.

O intervalo entre duas luas novas consecutivas é chamado de lunação e dura aproximadamente 29 dias e meio.

A lunação que começa em 11 de setembro termina em 10 de outubro. Por esse motivo, o ciclo lunar não coincide exatamente com os meses do calendário.

Setembro não terá eclipse lunar

Quem acompanhou o eclipse lunar parcial observado no fim de agosto não terá um novo fenômeno semelhante para observar em setembro. Não haverá eclipse lunar neste mês.

O próximo eclipse lunar previsto será em fevereiro de 2027. Ele será do tipo penumbral, fenômeno mais discreto e que pode ser difícil de perceber a olho nu.

Já um novo eclipse lunar parcial com visibilidade em todo o Brasil está previsto para janeiro de 2028. Um eclipse lunar total poderá ser observado novamente no país em junho de 2029.

Assim, para quem pretende acompanhar o céu neste mês, os principais momentos de setembro ficam concentrados no calendário das fases lunares e na aproximação aparente entre a Lua e Vênus.

Fonte;EFMS

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