Sepultamento vertical é proposto para suprir lotação dos cemitérios públicos da Capital

Para suprir a falta de vagas nos cemitérios públicos de Campo Grande, uma proposta começou a tramitar na Câmara Municipal autorizando a implementação de sepultamentos verticais.

A matéria ressalta a prioridade pelas tecnologias sustentáveis, como lóculos (gavetas) em câmaras hermeticamente lacradas, capazes de evitar a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Além disso, os sepultamentos verticais deverão ser preferencialmente implantados em áreas já existentes nos cemitérios municipais, mediante análise técnica e aprovação dos órgãos competentes.

O texto também cita que deverão ser implementados nos projetos de cemitérios públicos municipais futuros o espaço para as gavetas verticais. O Poder Executivo poderá firmar convênios, parcerias público-privadas ou concessões para a gestão.

Também assegura a gratuidade do serviço para famílias em situação de vulnerabilidade social. A proposta é de autoria do vereador Carlão (PSB), que também justificou o carácter ambientalmente sustentável do texto.

O parlamentar reforçou que diariamente recebe pedidos de ajuda para conseguir vaga em cemitérios, porque a superlotação tem gerado dificuldades para famílias de baixa renda. “É urgente adotar medidas alternativas e sustentáveis para garantir o direito à despedida digna e respeitosa”, disse.

Carlão também pontuou que esse modelo de cemitério vertical já está consolidado em cidades como Santos (SP) e previsto em normas ambientais federais. “Representa uma alternativa sustentável, de alta eficiência espacial e baixo custo operacional”, justificou.

O que é cemitério vertical?

Cemitério vertical é uma forma de sepultamento onde os corpos são colocados em gavetas, em vez de serem enterrados. Com isso, o necrochorume (líquido proveniente da decomposição dos cadáveres) não é liberado. É a alternativa ideal para que a contaminação do solo seja reduzida. 

Desde abril de 2003, o Conselho Nacional do Meio Ambiente instituiu a resolução nº 335, que passou a exigir que, antes da construção de um cemitério, seja apresentada uma licença ambiental. Essa medida tem o intuito de diminuir os danos causados pela poluição do solo. 

Neste modelo de sepultamento, os gases liberados são tratados para evitar impactos negativos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Além disso, o tempo de decomposição é reduzido para 8 meses, em comparação com os 2 anos necessários no método tradicional.

Fonte:EFMS

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