sexta-feira, 6 novembro, 2026 14:17
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Santiago Peña pede mais 72 horas para se defender de impeachment no Paraguai

de Redação Bonitonet
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, tenta ampliar o prazo para apresentar sua defesa no processo de impeachment aberto pelo Congresso, em meio à crise política provocada pelo colapso do Ueno Bank. Nesta sexta-feira (6), ele solicitou mais 72 horas para analisar as acusações e escolher um advogado. O pedido ocorre após a Câmara dos Deputados aprovar, por unanimidade, a abertura do processo que pode resultar em seu afastamento.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, Peña encaminhou uma carta ao presidente do Congresso e do Senado, Basilio Núñez, questionando o tempo disponível para preparar sua defesa. O presidente afirma que recebeu a notificação oficial às 22h15 de quinta-feira (5), com uma acusação de 15 páginas e aproximadamente 300 páginas de anexos.

A apresentação da defesa estava marcada para as 10h desta sexta-feira, menos de 12 horas após o recebimento dos documentos. Peña considera o intervalo insuficiente para examinar o material e organizar sua representação jurídica.

Em manifestação pública, o presidente afirmou que pretende exercer seu direito de defesa, apresentar argumentos e provas, mesmo diante do que considera uma decisão antecipada sobre seu futuro político.

Senado ainda não decidiu sobre prorrogação

O pedido chegou ao Congresso poucas horas antes da retomada da sessão destinada à apresentação da defesa presidencial. Basilio Núñez sinalizou que pretende manter o calendário do julgamento e demonstrou resistência à ampliação do prazo, conforme a imprensa paraguaia.

Até a publicação das informações, não havia confirmação de uma decisão formal do Senado sobre a solicitação de Peña.

A crise política se agravou na quinta-feira (5), quando o presidente anunciou sua intenção de renunciar ao cargo. No entanto, a saída ainda depende da aprovação do Congresso, que não havia aceitado a renúncia.

No mesmo dia, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment com 78 votos favoráveis. A decisão encaminhou o caso ao Senado, responsável por julgar as acusações e decidir sobre a permanência do presidente no cargo.

Para destituir Santiago Peña, são necessários pelo menos 30 votos entre os 45 integrantes do Senado paraguaio.

Crise bancária está no centro das acusações

O processo de impeachment ocorre após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição financeira que enfrentava problemas de solvência. O banco possuía vínculos com um grupo empresarial do qual Santiago Peña foi acionista até 2025.

A crise financeira atingiu clientes da instituição e provocou manifestações no país. A situação também levantou questionamentos políticos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização bancária.

Parlamentares questionam a condução da intervenção, os mecanismos de fiscalização e a destinação de recursos públicos que estavam depositados no Ueno Bank. As acusações integram o contexto do processo aberto contra o presidente.

Com a tramitação do impeachment no Senado, a permanência de Peña no cargo depende dos próximos desdobramentos políticos e da análise das acusações. Enquanto isso, o presidente busca ampliar o prazo para apresentar sua defesa antes da decisão dos parlamentares.

Fonte:AGB

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