Safra de cana deve crescer 4% e impulsionar produção em Mato Grosso do Sul

A safra de cana-de-açúcar 2026/2027 na região Centro-Sul do Brasil deve crescer 4%, conforme projeção apresentada por especialistas do setor sucroenergético. A estimativa aponta para moagem próxima de 635 milhões de toneladas, volume superior ao registrado no ciclo anterior.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) em Ribeirão Preto (SP), durante o evento da consultoria Datagro.

Conforme o levantamento, a estimativa é que a moagem nas usinas chegue a 635 milhões de toneladas. Na safra passada, o número foi de 610,5 milhões de toneladas. Mas ainda fica abaixo do recorde histórico, obtido em 2023/2024, de 654,4 milhões de toneladas.

O ano-safra da cana começa no dia 1º de abril de 2026 e vai até março de 2027. Porém, o cenário projetado pela Datagro depende das condições climáticas. Alterações no regime de chuvas ou períodos prolongados de seca podem impactar o desenvolvimento das lavouras e o volume final da moagem.

No entanto, já se projeta que, do total de cana moída, a maior parte (51,5%) será destinada para a produção de etanol hidratado (usado diretamente nos veículos) e anidro (misturado à gasolina antes da comercialização nos postos). O restante irá para a fabricação de açúcar, que deverá repetir o desempenho da safra anterior, com 40,7 milhões de toneladas.

MS entre os principais produtores

Em Mato Grosso do Sul, o setor sucroenergético é um dos pilares do agronegócio e vem registrando crescimento nos últimos anos. O Estado figura entre os maiores produtores de cana do país e concentra diversas usinas voltadas à produção de etanol, açúcar e bioenergia.

Além da produção agrícola, o segmento gera milhares de empregos e movimenta a economia em várias cidades do interior, principalmente nas regiões norte, centro e leste do Estado.

(*) Com informações Folha de S. Paulo

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