A expansão da Rota Bioceânica, que vai ligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, deve aumentar o fluxo de mercadorias e impulsionar a economia. Ao mesmo tempo, autoridades alertam para a necessidade de reforçar a segurança nas rodovias e fronteiras para evitar o avanço de crimes transnacionais.
O superintendente da PRF-MS, João Paulo Pinheiro Bueno, afirmou que o crescimento da circulação também pode ser aproveitado pela criminalidade. “A rota é uma rota nova para o desenvolvimento, mas também para a criminalidade. A gente não pode fugir disso”, disse.
Segundo a diretora de Integração Regional do Ministério das Relações Exteriores, Daniela Benjamin, as medidas de segurança precisam ser planejadas antes mesmo da conclusão das obras. “Temos que pensar com muito cuidado e atenção na operacionalização do corredor”, explicou.
A preocupação inclui crimes como tráfico de drogas e contrabando. Daniela afirmou que a segurança é uma prioridade da presidência brasileira do grupo de coordenadores nacionais da rota. “Garantir que o corredor não funcione como uma porta para o crime”, declarou.
Em Mato Grosso do Sul, a atenção se concentra principalmente nas regiões de fronteira. Segundo a PRF, tecnologia e monitoramento já são utilizados para acompanhar o aumento do fluxo. “É ali que a gente tem o nosso foco, ali que é o nosso fortalecimento”, afirmou João Paulo.
A articulação deverá envolver a PRF, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e autoridades dos quatro países. A preocupação ocorre em um Estado que já registra forte atuação do tráfico: em 2026, foram contabilizados 3.104 casos e apreendidas mais de 7 toneladas de cocaína e 393 toneladas de maconha, segundo dados da Sejusp.
Fonte:CapitalNews