Projeto de R$ 1,2 bilhão em rodovias de MS atrasa e só deve sair em 2027

O Governo de Mato Grosso do Sul adiou para 2027 o início das obras de um pacote de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em rodovias estaduais, mesmo após garantir neste mês o financiamento junto ao Banco Mundial. A informação foi divulgada nesta terça-feira (28), após confirmação de que o projeto executivo ainda não está concluído, etapa essencial para o início das intervenções.

O investimento faz parte do programa Rodar MS, que prevê a recuperação, modernização e manutenção de cerca de 800 a 1.000 quilômetros de rodovias em diferentes regiões do Estado. O foco principal é melhorar a logística de escoamento da produção agropecuária, especialmente em áreas estratégicas como o Vale do Ivinhema e o Bolsão.

Apesar do recurso já assegurado por meio de empréstimo internacional, a execução depende da finalização dos projetos técnicos detalhados, que ainda devem levar cerca de oito meses para ficarem prontos. Sem essa etapa, não é possível avançar para a contratação das empresas responsáveis pelas obras.

O modelo adotado pelo governo prevê contratos que incluem não apenas a execução das obras, mas também a manutenção das rodovias por períodos prolongados. Entre os formatos previstos estão o CREMA (Contrato de Reabilitação e Manutenção), o modelo DBM (Design, Build, Maintain) e parcerias público-privadas (PPP), com contratos que podem chegar a até 30 anos.

No escopo do programa estão rodovias importantes para a economia estadual, como MS-134, MS-141, MS-145, MS-147, MS-276 e MS-377, entre outras. Esses trechos são considerados estratégicos por ligarem regiões produtoras a corredores logísticos utilizados para exportação.

A fiscalização do programa envolve a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a Secretaria de Infraestrutura e Logística e o próprio Banco Mundial, que acompanha a execução por meio de metas e indicadores de desempenho. Nesse modelo, os pagamentos às empresas contratadas estão vinculados à qualidade e à manutenção das rodovias ao longo do contrato.

O atraso ocorre em um momento em que Mato Grosso do Sul amplia sua produção agropecuária e industrial, especialmente com o avanço do setor de celulose, o que aumenta a pressão sobre a infraestrutura logística. Mesmo com o financiamento garantido, o cronograma das obras agora depende exclusivamente da conclusão dos projetos executivos.

Fonte:OsulMatogrossense

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