PF cumpre prisão de Vorcaro por ordem de André Mendonça em nova fase de operação sobre Banco Master

Ministro do STF também ordenou prisão do cunhado dele, Fabiano Zettel, mas ele não foi localizado, e determinou o bloqueio de R$ 22 bilhões em bens

A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira, 4, a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. É a primeira ação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça depois que assumiu a relatoria do caso.

Ele foi preso em sua residência em São Paulo, no início da manhã, e encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista. Também há outros três mandados de prisão e quinze mandados de busca e apreensão, ainda em cumprimento.

Outro alvo de prisão é o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, suspeito de ser operador financeiro e de ter auxiliado o banqueiro na prática de outros crimes. Ele não foi localizado em sua residência. A defesa de Zettel informou que ele não se encontrava em Belo Horizonte e que vai se apresentar à PF.

Foram presos na mesma operação o policial aposentado Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, responsável por atividades de monitoramento de “adversários” de Vorcaro.

Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, quando deixou o CDP2, Centro de Detenção Provisória em Guarulhos em novembro do ano passado Foto: Fábio Vieira/Estadão

Essa nova fase apura a invasão de dispositivos informáticos praticada por uma organização criminosa ligada a Vorcaro e outros aliados dele. Também estão sob apuração os crimes de ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro.

Afastamento de ex-diretores do BC

A decisão do ministro também determinou o afastamento dos ex-diretores do Banco Central Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que também foram alvo de busca e apreensão. Eles já estavam afastados do cargo por decisão anterior do próprio BC, que abriu investigação sobre a atuação deles. O afastamento deles foi publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

O ministro André Mendonça ainda decretou o bloqueio de bens no montante de R$ 22 bilhões dos alvos.

Daniel Vorcaro havia ficado 11 dias preso em novembro, quando a primeira fase foi deflagrada por ordem da Justiça Federal de Brasília. Depois, sua defesa conseguiu levar a investigação para o Supremo Tribunal Federal. Sob relatoria de Dias Toffoli, o inquérito passou a ter atritos constantes com a Polícia Federal.

Toffoli deixou o caso no mês passado, depois que a PF entregou um relatório ao Supremo contendo menções ao nome dele e conversas dele com Daniel Vorcaro. O inquérito, então foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que vinha estudando o caso e autorizou a deflagração dessa nova fase da operação.

Fonte: Estadão

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