Pecuária sustentável e carbono neutro: os “cases” de MS para a COP30

A COP30, 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, evento conduzido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a ser realizado em novembro no Pará, é uma oportunidade do Brasil se firmar como um protagonista na preservação ambiental e energias renováveis, expondo suas potencialidades e “sem romantizar”, defende o governador Eduardo Riedel. No debate CNN Talks COP30 – Resiliência Climática: Regulação e Financiamento, promovido pela CNN, em São Paulo, ele disse que Mato Grosso do Sul terá três abordagens principais sobre questões ambientais a levar para o encontro mundial.

Riedel mencionou o propósito de o Estado ser considerado carbono neutro até 2030, meta “ousada, mas muito factível”, considerou. Além de expor como o Estado percorre esse caminho, ele citou que ainda levará à COP30 os avanços na pecuária no Estado, com redução de áreas utilizadas e aumento de produtividade; abordará o chamado REDD+ (Redução das Emissões de Desmatamento e Degradação florestal), com ações de preservação e a recomposição de áreas degradadas.

Sobre a pecuária, o governador mencionou a migração de áreas degradadas para atividades de maior produtividade, como o plantio de eucalipto, citricultura e grãos, que exigem manejo contínuo e, portanto, apresentam um balanço mais positivo no balanço de carbono, o que foi verificado em anuário climático sobre o bioma Cerrado. Para ele, isso revela que será possível alcançar a meta de carbono neutro.

“A pecuária sul-mato-grossense nos últimos 20 anos diminuiu o seu rebanho, diminuiu a sua área, e manteve a sua produção. Aumentou e muito a sua produtividade. Para dar o exemplo de uma atividade que é taxada de alta emissora [de gases do efeito estufa]. Estamos caminhando num processo”, disse.

O governador ainda falou sobre o Pantanal como outro tema a ser levado à COP30, sobre o esforço de manter a biodiversidade, apontando que os recursos naturais são um ativo financeiro e que essa perspectiva favorece a preservação. Nesse sentido, a Lei do Pantanal prevê o PSA (pagamento por serviços ambientais), para remunerar quem preservar o bioma.  “Eu, quando falo de monetizar o Pantanal, vamos com uma lente econômica e entender que o meio ambiente é ativo econômico. A gente tem que ir nesse direcionamento e a partir daí realmente transformar a visão sobre o meio ambiente.”

A CNN apontou que Riedel reconheceu que o agronegócio é “lento” para acompanhar as mudanças de sustentabilidade necessárias, mas já está se adaptando e tem um “potencial gigantesco”.

No evento, ele defendeu que deve haver aliança entre poder público e setores econômicos, com a administração  “direcionando essas ações, com incentivos, com propostas, com mensagens que vão levar ao encontro esse mercado financiador para essa realidade.”

Fonte:Campo Grande News

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