Páscoa deve movimentar mais de R$ 335 milhões no comércio de Mato Grosso do Sul

A Páscoa de 2026 deve aquecer a economia de Mato Grosso do Sul e movimentar cerca de R$ 335,68 milhões em presentes e comemorações. A estimativa é da Pesquisa de Intenção de Consumo realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), em parceria com o Sebrae/MS, que ouviu 2.530 consumidores em nove municípios do Estado entre os dias 18 e 25 de fevereiro.

Do montante previsto, aproximadamente R$ 170,09 milhões devem ser destinados à compra de presentes — principalmente chocolates e ovos de Páscoa. Já outros R$ 165,59 milhões devem ser gastos nas celebrações da data.

O levantamento aponta que 60,55% dos consumidores pretendem comprar presentes, com gasto médio estimado em R$ 186,57. Já 62,49% afirmam que vão comemorar a data, com desembolso médio de R$ 176.

Segundo a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira, o comportamento do consumidor neste ano revela um perfil mais cauteloso, reflexo do cenário econômico e da necessidade de ajuste no orçamento das famílias.

“A pesquisa mostra um consumidor mais seletivo e atento ao planejamento financeiro. Embora a Páscoa continue sendo uma data relevante para o comércio, observamos uma postura mais prudente, com escolhas baseadas principalmente na qualidade do produto e na pesquisa de preços”, avalia.

Ela destaca que esse cenário exige estratégias mais eficientes do comércio, com foco em diferenciação, bom atendimento e valor agregado aos produtos.

Preferências de compra

Entre os produtos mais procurados, o ovo de Páscoa tradicional segue liderando a preferência, citado por 58,49% dos entrevistados. Logo atrás aparecem os ovos caseiros, com 19,45% das intenções de compra, indicando espaço crescente para a produção artesanal.

A qualidade do produto aparece como o principal critério de escolha para 71,74% dos consumidores, enquanto o preço é citado por 19,57%, demonstrando que o valor percebido pelo cliente pesa cada vez mais na decisão de compra.

Em relação aos locais de compra, o Centro das cidades continua sendo o principal destino, escolhido por 65,14% dos consumidores. Ainda assim, o comércio de bairro ganha força, atraindo 36,88% do público.

Entre os tipos de estabelecimentos, supermercados lideram a preferência, com 44,97%, seguidos por lojas especializadas, que concentram 28,98% das intenções de compra.

Para o analista-técnico do Sebrae/MS, Paulo Maciel, o levantamento mostra que a data segue sendo uma oportunidade importante para os pequenos negócios.

“O centro continua sendo o destino favorito de cerca de 65% dos consumidores, mas os bairros já atraem quase 37% do público, o que reforça a importância do comércio local estar preparado. E o tradicional ovo de Páscoa ainda predomina, mas os ovos caseiros já conquistaram quase 20% do mercado, abrindo oportunidades para a produção artesanal”, explica.

Desconto e combos podem impulsionar vendas

Outro dado relevante do estudo aponta que 74% dos consumidores buscam descontos para pagamento à vista, enquanto 23% consideram atrativo o parcelamento no cartão.

A maioria dos compradores pretende presentear os filhos, citados por 58% dos entrevistados, o que amplia o potencial para produtos com apelo infantil, kits personalizados e embalagens temáticas.

Além disso, uma parcela significativa pretende comprar três ou mais itens, estratégia que pode ser estimulada por meio de combos promocionais e descontos progressivos.

Celebração em casa e peixe no cardápio

Além da troca de presentes, a Páscoa também deve mobilizar encontros familiares. A pesquisa aponta que 62% dos entrevistados pretendem comemorar a data, sendo que 90% farão a celebração em casa, com familiares e amigos.

Na mesa, o peixe continua sendo o protagonista, citado por 80% dos consumidores. Entre as espécies preferidas aparecem tilápia, pacu e pintado, bastante presentes na culinária regional.

Outro comportamento que deve marcar o consumo neste ano é a busca por economia: quase 65% dos consumidores afirmam que vão pesquisar preços antes de comprar, sendo que a maioria pretende fazer essa pesquisa presencialmente nas lojas.

Para Paulo Maciel, isso reforça a importância da experiência no ponto de venda.

“Vitrine bem montada, boa exposição de produtos, atendimento qualificado e comunicação clara de preços podem fazer toda a diferença na hora de converter vendas”, afirma.

Segundo ele, comerciantes que investirem em qualidade, boas condições de pagamento, kits promocionais e visibilidade no ponto de venda tendem a aproveitar melhor o potencial econômico da data.

Fonte:Campo Grande News

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