Com 25 anos e 6 meses de idade, a onça-pintada Guardião entrou para o Guinness Book como a onça mais velha em cativeiro no mundo. O felino, um macho, vive no zoológico do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva), em Manaus, mesmo destino da onça Joaquim, que vivia na Base Aérea de Campo Grande.
Conforme as informações do CIGS, Guardião nasceu em março de 2001, em Tabatinga, Amazonas. O ‘gatinho’ chegou no zoológico do Exército Brasileiro em 7 de agosto de 2007, onde permanece sob os cuidados da equipe técnica da instituição.
Guardião se tornou o animal símbolo do CIGS e do trabalho de preservação da fauna realizado pelo EB. Ainda segundo o setor, a longevidade do felino recordista é relacionado a rotina de cuidados individuais e adaptados às características do animal, que já é idoso.
Está achando que Guardião come qualquer coisa? Não! Sua alimentação é planejada de acordo com as necessidades dele e até as condições da dentição dele é levada em conta, por conta do desgaste. Ele também passa por suplementação para proteção das articulações e passa por atendimento veterinário constantemente.
Segundo os especialistas, a espécie vive, em média, até os 13 anos na natureza e cerca de 20 anos em cativeiro.
Rotina da onça-pintada mais velha do mundo
Guardião completou 25 anos em março e ganhou, inclusive, um bolo temático feito de carne. Desde que atingiu a terceira idade, o felino passa por suplementação, junto com a sua alimentação balanceada e toma diariamente condroitina para fortalecer suas articulações.
O CIGS divulgou também que Guardião faz seu check-up veterinário a cada três meses. Exames de sangue, raios X e ultrassonografia fazem parte do pacote para monitorar a saúde do ‘gatinho’.
Mesmo idoso, ele é considerado um bicho saudável e mantém seus comportamentos característicos de uma onça-pintada.
Ele toma sol diariamente, tem 4 refeições por dia e faz as trilhas do recinto onde vive no zoológico militar. Ele mora sozinho desde 2020 quando sua companheira morreu.
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Onça-pintada Joaquim, da Base Aérea de Campo Grande
Na última semana, o Primeira Página contou a história de Joaquim e Gestrudes (ou Selva, como consta em registros), as onças-pintadas que viveram por anos na Base Aérea de Campo Grande.
Entre 2008 e 2011, as onças viveram no local e chegaram a se tornar uma das atrações da Base.
A história ganhou ainda mais significado por causa da relação dos felinos com a própria identidade da unidade. O 1º/15º Grupo de Aviação, conhecido como Esquadrão Onça, completou 56 anos no dia 17 de setembro. O animal, associado à força e à valentia, faz parte da simbologia do esquadrão e também acabou se tornando um dos personagens da história recente da Base Aérea em Campo Grande.
Mas, ao contrário do que contam algumas versões que circulam entre moradores, as onças não viviam soltas dentro da unidade.
Os animais eram mantidos em recintos próprios no Centro Conservacionista de Animais Felinos da Base Aérea de Campo Grande. O espaço funcionava como local de acolhimento para felinos que não tinham mais condições de retornar à natureza.
O ano de 2011 marcou o fim da presença das onças na Base Aérea de Campo Grande.
Naquele ano, a unidade também passou por uma troca de comando. Depois de quatro anos à frente da BACG, o coronel aviador Reynaldo Pereira Alfarone Júnior deixou o cargo, que passou a ser ocupado pelo tenente-coronel John Kennedy Greiffo da Justa Menescal.
Documentos aos quais a reportagem teve acesso mostram que, em dezembro de 2011, houve movimentação para retirar uma das onças da Base.
Em documento datado de 6 de dezembro daquele ano, o Núcleo de Fauna do Ibama em Mato Grosso do Sul encaminhou uma solicitação ao núcleo do órgão no Amazonas para verificar se o zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva poderia receber um exemplar de Panthera onca, nome científico da onça-pintada.
O motivo apontado no documento era o fechamento do Centro Conservacionista de Animais Felinos da Base Aérea de Campo Grande.
Dois dias depois, em 8 de dezembro de 2011, outro documento trata do transporte de uma das onças para o zoológico do CIGS, em Manaus.
Com o encerramento do centro, Joaquim deixou Campo Grande.
Fonte:PrimeiraPagina