No Dia Mundial do Elefante, conheça as 6 gigantes que vivem em santuário na Chapada dos Guimarães

Seis elefantas asiáticas resgatadas após anos em circos e zoológicos vivem em área de mais de 300 mil m² no MT

No Dia Mundial do Elefante, celebrado nesta última quarta-feira (12), seis gigantes que passaram parte da vida em cativeiro ajudam a contar uma história de recomeço em Mato Grosso. Elas vivem no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), o primeiro santuário dedicado a esses animais na América Latina.

As seis moradoras são elefantas asiáticas resgatadas após anos vivendo em condições inadequadas, inclusive em circos e zoológicos. Hoje, elas têm à disposição uma área de mais de 300 mil metros quadrados de floresta controlada, onde são acompanhadas 24 horas por equipes de veterinários e biólogos.

Conheça seis gigantes que vivem em santuário de MT. – Foto: Associação Santuário de Elefantes Brasil (SEB)

Segundo Daniel Moura, biólogo e diretor do santuário, Chapada dos Guimarães foi escolhida para receber o projeto por causa das características do Cerrado, que permitem oferecer um ambiente com semelhanças, nas devidas proporções, aos habitats naturais de elefantes asiáticos e africanos.

O trabalho começou em 2014 com a proposta de receber animais mantidos em condições inadequadas na América do Sul. Muitos dos elefantes que chegaram ao continente foram retirados ainda filhotes de seus países de origem e passaram décadas em circos ou zoológicos.

Uma segunda chance depois de décadas em cativeiro

Boa parte das elefantas que chega ao santuário já é idosa e carrega problemas de saúde associados aos anos de cativeiro. Conforme Daniel, algumas passaram três, quatro ou até cinco décadas sem diagnóstico ou tratamento adequado.

No santuário, os animais continuam sob cuidados humanos, mas ganham autonomia para tomar decisões que antes não faziam parte da rotina. Podem escolher onde permanecer, com quais companheiras interagir e até se querem ficar no sol ou na chuva.

Elefante Sandro para santuário em Chapada dos Guimarães. – Foto: Prefeitura de Sorocaba

A socialização também é um dos pontos importantes. Elefantes são animais altamente sociais e, na natureza, costumam viver em grupos familiares, geralmente liderados por uma fêmea mais velha, a matriarca.

Quando o santuário iniciou as atividades, havia aproximadamente 50 elefantes vivendo na América do Sul, segundo Daniel. Mais da metade deles já morreu sem ter a oportunidade de ser transferida para o local.

Por que existe um Dia Mundial do Elefante?

Celebrado em 12 de agosto, o Dia Mundial do Elefante busca chamar a atenção para a conservação das espécies e para ameaças como perda de habitat, caça ilegal e comércio de marfim.

Existem atualmente três espécies reconhecidas: elefante-africano-de-savana, elefante-africano-de-floresta e elefante-asiático.

Liberdade foi o último lar de Pupy. (Foto: Santuário de Elefantes Brasil / Tomás Francisco Cuesta)

Além do tamanho, esses animais chamam a atenção pela inteligência e pela complexidade das relações sociais. A tromba funciona como nariz e também como uma espécie de “mão”, utilizada para pegar alimentos, beber água e explorar o ambiente.

Eles ainda conseguem se comunicar por sons de frequência muito baixa e perceber vibrações transmitidas pelo solo. Outra particularidade está na reprodução: a gestação de uma elefanta dura cerca de 22 meses.

Santuário não recebe visitantes

Apesar de despertar curiosidade, o Santuário de Elefantes Brasil não é aberto à visitação. A medida busca reduzir ao máximo a interferência humana e proporcionar mais tranquilidade aos animais.

A instituição não tem fins lucrativos e depende de apoio para manter a estrutura, os profissionais e os cuidados oferecidos aos elefantes.

Lady viveu no Santuário dos Elefantes por cerca de 4 anos. (Foto: Reprodução)

E o grupo pode ganhar um novo integrante em breve. O elefante Sandro tem previsão de ser transferido para o santuário na primeira quinzena de setembro. Segundo Daniel Moura, ainda são necessários ajustes operacionais e na caixa de transporte, por isso a data pode sofrer alterações.

Fonte: PrimeiraPágina

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