terça-feira, 6 outubro, 2026 19:07
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Música – Taikô e sanshin reinventam o encontro entre Japão e Campo Grande

de Redação Bonitonet
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Projeto promove sete workshops, palestras e apresentações para aproximar públicos diversos da cultura musical do Japão e homenageia o luthier Hanshin Oshiro

O som dos tambores taikô e das cordas do sanshin chega a novos espaços de Campo Grande com o projeto “Taikô – O Despertar da Música do Sol Nascente em Campo Grande”. A primeira atividade será realizada na próxima quarta-feira (7), às 19h30, no Teatro do Mundo, na Rua Barão do Melgaço, 177. A iniciativa prevê sete workshops, além de palestras e apresentações em associações, escolas, faculdades e bairros de periferia.

À frente do projeto está o professor Crystian Proença, que propõe uma experiência que reúne história, demonstração e prática musical. A ideia é aproximar tanto iniciantes quanto músicos experientes do universo desses instrumentos, mostrando que conhecer uma tradição musical também significa compreender a cultura que a produziu.

Ligado a celebrações, rituais e apresentações coletivas, o taikô ocupa lugar importante na tradição japonesa. O sanshin, instrumento de três cordas originário de Okinawa, carrega outra trajetória, marcada também pela diáspora japonesa. O encontro entre os dois amplia a possibilidade de apresentar ao público de Campo Grande uma manifestação cultural que atravessou fronteiras sem perder suas referências de origem.

As atividades serão registradas em vídeo e cada edição será encerrada com uma apresentação especial de taikô e sanshin. O projeto também presta homenagem ao Sensei Hanshin Oshiro, luthier japonês já falecido, responsável pela construção de centenas de instrumentos. Sua história chama atenção para uma dimensão muitas vezes invisível da música: a preservação dos instrumentos também é parte da preservação de uma cultura.

Ao sair dos espaços tradicionais e chegar a escolas, instituições e bairros periféricos, o projeto aposta na música como ferramenta de memória, identidade e intercâmbio cultural. Mais do que ensinar a tocar, a proposta é criar contato entre públicos diferentes e uma tradição japonesa que encontrou no Brasil novas formas de continuidade. O projeto foi incentivado pelo FMIC 2024, com realização da Fundac e da Prefeitura Municipal de Campo Grande e produção de Denize Visintin.

Fonte:AlexFraga

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