quarta-feira, 18 fevereiro, 2026 18:43
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MS fez quase 85 mil exames cardíacos pela internet em 2025

de Redação Bonitonet
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A utilização de teleconsultas tem sido fundamental para a redução das filas no sistema de regulação no SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul. Ao longo do ano passado, o destaque foi o tele-eletrocardiograma, com 84.880 procedimentos, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde. 

O exame é realizado através da captação da atividade elétrica do coração por um eletrocardiógrafo digital (posicionando 10 eletrodos no tórax, braços e pernas do paciente deitado). Os dados são transmitidos digitalmente em tempo real para uma plataforma de telemedicina, onde um cardiologista analisa e faz o laudo remotamente.

A captação dos dados é feita, por exemplo, em um posto de saúde, e cardiologistas especialistas acessam os dados na plataforma, interpretam o exame e emitem o laudo a centenas de quilômetros de distância. O laudo assinado digitalmente fica disponível no sistema, permitindo que médicos em áreas remotas ou ambulâncias (SAMU) recebam diagnósticos rápidos, muitas vezes em poucos minutos.

Mas, a telemedicina e o telediagnóstico fizeram milhares de atendimentos também em outras áreas, como dermatologia e oftalmologia. Em 2025, as teleinterconsultas somaram 18.630 atendimentos, fortalecendo o suporte especializado às equipes da Atenção Primária e qualificando a condução clínica dos pacientes nos próprios municípios.

De acordo com monitoramento do Ministério da Saúde, todos os municípios do Estado contam com ofertas de telessaúde e avançam na organização do uso dos serviços, alinhados aos eixos do Programa SUS Digita.

IMPORTÂNCIA
Atualmente, segundo a secretaria estadual, 60 municípios utilizam tele-ECG e 28 contam com teledermatologia. Outros 8 participaram da campanha itinerante de teleoftalmologia, com 954 exames realizados, ampliando o acesso a diagnóstico especializado.

Na avaliação das autoridades de saúde, 14 municípios apresentam alto índice de resolutividade via teleatendimento, com redução expressiva e em alguns casos, eliminação da demanda reprimida por especialidades, entre eles: Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia, Coxim, Fátima do Sul, Angélica, Anastácio, Deodápolis, Rio Negro, Sidrolândia, Selvíria, Vicentina e Bandeirantes.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o próximo passo é consolidar o uso contínuo das ferramentas. “Os avanços demonstram o potencial da telessaúde para ampliar o acesso e reduzir desigualdades. Agora, é fundamental integrar as soluções digitais à rotina dos serviços, com fluxos organizados e equipes engajadas para gerar impacto permanente no cuidado”, destaca.

VEIO PARA FICAR
A política estadual é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da SES (Secretaria de Estado de Saúde) em articulação com os municípios. Segundo a superintendente Marcia Tomasi, a prioridade é qualificar o uso da estrutura já implantada.

“A base tecnológica está disponível em todo o estado. O foco é apoiar as equipes na incorporação da telessaúde ao processo de trabalho, fortalecendo a rede assistencial”, afirma.

O avanço é sustentado por portarias federais publicadas em 2025 que reforçam a política de saúde digital no SUS e por investimentos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com envio de kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento e telediagnóstico.

O Núcleo de Telessaúde oferta atendimento remoto em diversas especialidades e formatos. As teleconsultorias, síncronas ou assíncronas, contemplam áreas como clínica médica, infectologia, dermatologia, pediatria, nefrologia, obstetrícia, hematologia, psiquiatria, endocrinologia, pneumologia, neurologia, geriatria, reumatologia, ortopedia, medicina de família, psicologia, nutrição e enfermagem.

As teleinterconsultas promovem troca técnica entre profissionais para apoio à decisão clínica em especialidades como cardiologia, endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psiquiatria, nefrologia, infectologia e gastroenterologia, incluindo gestação de alto risco.

Já as teleconsultas conectam especialista e paciente diretamente, ampliando o acesso a áreas como endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psicologia, nutrição, reumatologia e ortopedia.

Segundo a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro, a diversidade de modalidades sustenta os resultados alcançados. “A telessaúde aproxima o especialista do cidadão e apoia as equipes locais. Isso se reflete em mais acesso, cuidado qualificado e maior resolutividade da rede”, ressalta.

Fonte:Correiodoestado

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