MS é o 4° estado com mais pedidos de recuperação judicial no agronegócio

Mato Grosso do Sul teve 216 pedidos de recuperação judicial em 2025, no setor do agronegócio. O montante é 118% maior que 2024, quando foram registrados 99 pedidos.

Os dados fazem parte de levantamento feito pela Serasa Experian e divulgado nesta segunda-feira (09).

Considerando os dez estados que mais fizeram pedidos, Mato Grosso do Sul ocupa o 4º lugar. Na 1° posição está Mato Grosso, com 332 pedidos; em 2° lugar Goiás, com 296; em seguida Paraná, 248; MS (216); Minas Gerais (196); São Paulo (189); Rio Grande do Sul (159); Santa Catarina (59); Tocantins (55); e Pará, com 49 pedidos de recuperação judicial.

Ao todo, o agronegócio brasileiro registrou 1.990 solicitações, o maior volume desde o início da série histórica da Serasa Experian, em 2021. Se comparado com 2024, houve aumento de 56,4%, quando foram contabilizados 1.272 pedidos. Em 2023, as solicitações totalizavam 534.

O volume considera produtores rurais que atuam como pessoa física, produtores rurais pessoa jurídica e empresas relacionadas ao setor.

Entre os três recortes analisados, os produtores rurais que atuam como pessoa física registraram 853 pedidos de recuperação judicial no ano passado. Os que atuam como pessoa jurídica, registraram 753 pedidos. As empresas relacionadas ao setor fizeram 384 solicitações.

Na visão do líder responsável no setor de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, o resultado se deve a várias combinações.

“O ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais. Ainda assim, continuamos ressaltando que a renegociação de dívidas e o planejamento financeiro são as melhores estratégias, e a recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado”, pontuou.

Segundo dados da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), o Estado teve queda de 46% no crédito rural contratado em fevereiro deste ano, se comparado com o mesmo mês do ano passado. O percentual corresponde a R$ 660 milhões no mês passado.

Fonte:Campo Grande News

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