Ex-secretário de Bonito preso por corrupção é denunciado por violar medidas cautelares

A Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) apresentou à Justiça uma denúncia de que o ex-secretário de Administração e Finanças de Bonito Edilberto Cruz Gonçalves violou a medida cautelar de não se aproximar de locais específicos.

Ele está preso em regime domiciliar desde dezembro de 2025. O relatório foi entregue à Vara de Bonito, que vai analisar se houve mesmo descumprimento da medida cautelar.

Se for confirmado, Gonçalves pode voltar para a prisão. Ele foi preso em operação realizada em outubro de 2025, contra fraudes em contratos na Prefeitura de Itaporã.

Operação Águas Turvas mira organização criminosa que fraudava licitações em Bonito

Em 7 de outubro de 2025, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), deflagrou a Operação Águas Turvas, contra uma organização criminosa que teria fraudado licitações que somam R$ 4.397.966,86. 

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR). Agentes estiveram na Prefeitura Municipal de Bonito.

O ex-secretário de Administração e Finanças de Bonito Edilberto Cruz Gonçalves, a diretora do setor de Licitações, Luciane Cinthia Pazette, o empreiteiro Genilton da Silva Moreira, o empresário Carlos Henrique Sanches Corrêa e o corretor de imóveis Luis Fernando Xavier Duarte — que foi solto após pagar fiança por porte de arma — foram presos.

A investigação do Gecoc identificou um grupo que atuava fraudando constantemente licitações de obras e serviços de engenharia em Bonito desde 2021. São vários certames fraudados simulando concorrência e prevendo exigências para favorecer as empresas investigadas.

Servidores públicos integravam o esquema e repassavam informações privilegiadas a empresários, além de organizarem a fraude licitatória para ajudar as empreiteiras a vencerem. Em troca, recebiam vantagens indevidas.

Fonte:MidiaMax

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