O Governo de Mato Grosso do Sul busca apoio do Governo Federal para combater o surto de chikungunya no Estado, especialmente na região de Dourados. Nesta quarta-feira (8), o governador Eduardo Riedel (PP) comentou sobre medidas que o Estado adotou devido à epidemia da arbovirose.
“Estamos dando todo o suporte possível, não só para Dourados, mas para qualquer município que peça apoio”, disse o governador. Riedel citou que a Defesa Civil de MS trabalha em campo.
Conforme o governador, a Defesa Civil atua “com o trabalho dela de suporte e recursos da saúde”. Além disso, destacou que o Estado buscou a União para enfrentar a escalada de casos em MS.
“Estamos buscando junto ao Governo Federal”, disse sobre recursos. No entanto, destacou que o Estado já investe em ações e convênios para contenção dos casos.
Convênios
“Nós mesmos, com recurso próprio, também [estamos] apoiando os municípios. Estamos conveniados com Dourados, já estava previsto. Vamos reforçar isso e a gente sabe que todo ano tem surtos, seja de chikungunya, seja de zika, seja de dengue”, pontuou Riedel.
Assim, o Estado deve apoiar os municípios no combate às doenças. “Cada vez mais a gente tem que se preparar, conscientizando a população, conscientizando as práticas para evitar isso e reforçando todas as ações de prevenção”, destacou Riedel.
Na segunda-feira (6), vereadores de Dourados discutiram sobre a responsabilidade do surto da doença na cidade. Entre os apontamentos, estava o uso de cerca de R$ 3 milhões enviados ao Município.
MS tem mortes por chikungunya
A cidade de Jardim, investiga mais uma morte por suspeita de chikungunya. A vítima é um homem, de 94 anos, que morreu no sábado (4). Mato Grosso do Sul acumula sete mortes confirmadas pela doença em 2026, além de mais três óbitos em investigação, todos na cidade de Dourados.
Uma mulher com 82 anos morreu de chikungunya em Jardim no dia 23 de março deste ano. Além dela, morreu um homem em Bonito, aos 72 anos, no dia 19 do mês passado. Em Dourados, foram cinco vítimas indígenas: duas mulheres, de 69 anos (morte em 25/02) e 60 anos (12/03); um homem de 73 anos (04/02); e dois bebês, meninos de um mês (19/03) e três meses (06/03).
Ainda, a cidade de Dourados investiga mais três mortes por suspeita de chikungunya. No domingo (3), morreram dois indígenas: um menino de 12 anos e um homem de 55 anos. Nesta terça-feira (7), houve o registro da primeira suspeita de morte pela doença fora da reserva indígena — uma menina de apenas 10 anos. Ou seja, no total, Mato Grosso do Sul tem três mortes em investigação até o momento.
Fonte:MM