Morte de mulher executada a tiros está ligada à guerra entre CV e PCC

Levantamentos preliminares da Polícia Civil apontam que a morte de Deborah Martines Escardin, de 32 anos, pode ter sido mais uma execução ligada ao embate entre as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital). O crime ocorreu na noite deste domingo (13), na Vila Juquita, em Maracaju.

Deborah foi encontrada morta dentro de uma casa, com diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Edson Freire Arce, de 43 anos, também foi baleado durante o ataque e permanece ferido.

De acordo com o boletim de ocorrência, dois homens invadiram o imóvel onde as vítimas estavam e efetuaram vários disparos. Edson conseguiu sair do local e foi encontrado caído na rua, onde recebeu ajuda de moradores antes de ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Soriano Corrêa da Silva.

A Polícia Militar foi acionada após moradores relatarem ter ouvido tiros nas proximidades da antiga estação ferroviária, na esquina da Rua Joaquim Ferreira Azambuja com a Rua Aurora. A vítima sobrevivente não soube informar quem eram os atiradores.

Inicialmente, o caso havia sido registrado na Delegacia de Polícia Civil de Maracaju como homicídio simples e tentativa de homicídio. Com o avanço da investigação e os levantamentos preliminares, a polícia passou a apurar a hipótese de que o ataque esteja relacionado à disputa entre integrantes do CV e do PCC.

Diante dessa nova linha de investigação, o homicídio passa a ser enquadrado, em tese, na circunstância em que o homicídio doloso é cometido por integrante de organização criminosa ultraviolenta, grupo paramilitar ou milícia privada, no contexto da atuação ou para a consecução das condutas previstas no artigo 2º da lei que institui o marco legal do combate ao crime organizado no Brasil.

Perícia e equipes policiais estiveram no local onde mulher de 32 anos foi encontrada morta a tiros, na noite deste domingo (Foto: Maracaju Speed)

A mesma circunstância também é considerada em relação à tentativa de homicídio contra Edson, na forma tentada.

A perícia da Regional de Dourados esteve no imóvel, acompanhada pela delegada responsável e por equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais), que realizaram os levantamentos necessários para identificar a dinâmica do ataque e os responsáveis.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a motivação, identificar os autores dos disparos e verificar a eventual participação das facções criminosas no crime.

Fonte:Campo Grande News

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